Método contraceptivo que pode custar até R$ 4 mil chega no SUS de SC a partir de outubro
Secretaria de Saúde informou que deve receber o primeiro lote no próximo mês; público-alvo serão mulheres entre 19 e 49 anos
A rede municipal de saúde de Biguaçu, na Grande Florianópolis, já beneficiou 2,1 mil mulheres desde 2023 com a aplicação gratuita do implanon, um método contraceptivo feminino conhecido pela alta eficácia. A iniciativa da cidade da Grande Florianópolis, considerada pioneira no Brasil, chegará a outros municípios catarinenses a partir de outubro deste ano, quando o Sistema Único de Saúde (SUS) deve começar a aplicar o implante em mulheres entre 19 e 49 anos.
O implanon tem apenas quatro centímetros de comprimento e dois milímetros de diâmetro, sendo aplicado por profissionais da saúde na região do braço. O método tem duração de até três anos e uma alta eficácia contraceptiva, sendo considerado mais eficiente que a laqueadura e o DIU hormonal. Na rede privada, o custo para obtenção do implante pode variar entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.
Agora, além de Biguaçu, mulheres de outras cidades de Santa Catarina poderão aplicar o método contraceptivo de forma gratuita. No dia 19 de setembro, o Ministério da Saúde recebeu 100 mil unidades do implante, que serão distribuídas em outubro para SC e outros cinco estados (Amazonas, Bahia, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Roraima). A Secretária de Estado da Saúde (SES) não informou quantas unidades serão enviadas ao Estado neste primeiro momento.
Ainda conforme a SES, o público-alvo inicial são adolescentes e mulheres de 14 a 49 anos, com foco especial na prevenção da gravidez na adolescência e em populações em situação de maior vulnerabilidade social.
No dia 23 de outubro, profissionais da saúde do Estado vão receber uma oficina prática de qualificação para inserção dos implantes. Nessa primeira fase, o treinamento será voltado para os 35 municípios catarinenses com mais de 50 mil habitantes, envolvendo médicos, enfermeiros e gestores da Atenção Primária à Saúde ou Coordenador da Saúde da Mulher que atuarão como multiplicadores na implementação do método.
Após a formação, a distribuição será organizada para que os municípios comecem a ofertar o implante, seguindo as diretrizes pactuadas entre o Ministério da Saúde, a SES e os municípios.
Informações: | NSC Total
Imagem: Rogério Capela, PMC
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