cover
Tocando Agora:

Definida nova idade para exame de mamografia pelo Ministério da Saúde

Mulheres na faixa de 40 a 49 anos são 23% dos casos de câncer de mama

Definida nova idade para exame de mamografia pelo Ministério da Saúde
Definida nova idade para exame de mamografia pelo Ministério da Saúde (Foto: Reprodução)

O Ministério da Saúde informou nesta terça-feira (23) que mudou a idade para exame de mamografia, ampliando a faixa etária para o rastreamento do câncer de mama no Sistema Único de Saúde (SUS).

A partir de outubro, mulheres de 50 a 74 anos poderão realizar o exame. Atualmente, o limite é de 69 anos.

As novas diretrizes também contemplam mulheres entre 40 e 49 anos. Nesse grupo, a mamografia será disponibilizada mesmo na ausência de sinais ou sintomas da doença, mas sem uma frequência obrigatória estabelecida.


Câncer de mama atinge 33% das mulheres com menos de 50 anos no Brasil, aponta levantamento do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem.

A novidade faz parte de uma série de novas recomendações para a detecção precoce da doença.


Mesmo sem sinais ou sintomas da doença, a cada dois anos, essas mulheres serão chamadas para realizar mamografias de forma preventiva.

A pasta considera que o envelhecimento é um dos principais fatores de risco para o câncer de mama e segue as orientações da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomendam a ampliação da cobertura para garantir diagnóstico precoce e maior chance de tratamento eficaz.


Mudança na idade para exame de mamografia


A nova recomendação muda a idade para exame de mamografia, agora, serão revogadas regras anteriores que dificultavam o atendimento e promoviam o rastreamento “sob demanda”, ou seja, a partir de uma decisão conjunta entre a paciente e o profissional de saúde.

A nova orientação é que o profissional informe sobre os benefícios e as desvantagens do exame – mas a decisão final é da paciente.

No Brasil, o câncer de mama é o tipo de tumor mais comum entre as mulheres e representa a principal causa de morte por câncer nessa população. Segundo o MS, em 2022, o País registrou 19 mil mortes por câncer de mama, com maior concentração no Sudeste, que somou 9.374 óbitos, seguido pelo Nordeste, com 4.195; Sul, com 3.340; Centro-Oeste, com 1.289; e Norte, com 905.

Nesse mesmo ano, foram contabilizados 37.096 novos casos da doença, a maioria entre mulheres de 50 a 59 anos (26,2%), 40 a 49 anos (22,6%) e 60 a 69 anos (22,3%), mas também com incidência em idades mais avançadas, como acima dos 75 anos (10,1%), e em faixas etárias mais jovens, como de 30 a 39 anos (8,6%).


“Nossa missão é fazer o Outubro Rosa mais potente da história do SUS neste ano”, destacou Alexandre Padilha, ministro da Saúde, em coletiva de imprensa. “Cada vez mais o câncer de mama vem se consolidando como a principal causa de morte no Brasil e nos Estados brasileiros”.

Em algumas regiões, o câncer de colo de útero era a principal causa, mas os números, felizmente, foram reduzindo, enquanto os de câncer de mama foram aumentando.”

“As mulheres são a maioria da população, a maioria das profissionais de saúde, a maioria dos usuários do sistema público de saúde, a maioria das pessoas envolvidas no cuidado com outras pessoas e a maioria como chefes de família. Então, não tem nada que não justifique a gente ter a saúde integral das mulheres como principal agenda do SUS”, adicionou.


Distribuição de medicamentos


A partir de outubro, o SUS também passará a contar com novos medicamentos e terapias. As incorporações fazem parte do primeiro Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) específico para a doença, que tem como objetivo aprimorar o tratamento oncológico, aumentar as chances de cura e garantir a sustentabilidade financeira do sistema de saúde.

A pasta também fará, em outubro, um investimento de R$ 17,9 milhões no programa “Agora tem Especialistas”, que leva atendimento médico à população por meio das Carretas de Saúde da Mulher. A iniciativa conta com 27 veículos operando em 22 Estados.

O projeto visa reduzir o tempo de espera no SUS, oferecendo diagnósticos e tratamentos para câncer de mama e de colo de útero.

Cada carreta tem capacidade para realizar até 120 mil atendimentos por mês em todo o País, incluindo consultas, teleconsultas, terapias e exames essenciais, como biópsias, mamografias e ultrassonografias transvaginais.


Informações: Redação ND Mais

Imagem: Canva | Reprodução

Comentários (0)