Coragem e Planejamento. Por que cidade de SC abandonou semáforos?
Coragem e Planejamento. Por que cidade de SC abandonou semáforos?
Coragem e Planejamento. Por que cidade de SC abandonou semáforos?
Na região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, a pequena cidade de Timbó resolveu extinguir todos os semáforos. O município, hoje com cerca de 46 mil habitantes, apostou em uma alternativa para melhorar a mobilidade no trânsito.
O último semáforo de Timbó foi removido em março de 2025. O equipamento, instalado no entroncamento das ruas Blumenau e Indaial, no bairro dos Estados, deu lugar a uma rotatória.
Segundo a Prefeitura de Timbó, a alteração teve como objetivo melhorar a mobilidade no local e eliminou os congestionamentos antes provocados pelo controle semafórico.
Em entrevista, o arquiteto e urbanista Christian Krambeck, especialista em mobilidade urbana, explicou que, em cidades pequenas, o semáforo geralmente não é a melhor solução para o trânsito.
“O semáforo é ruim porque trava o fluxo. Ele tem esse movimento de parada e reinício, que é mais poluente, mais cansativo e piora a fluidez”, detalha.
Segundo o especialista, cidades que optam por rotatórias ou outras alternativas em vez de semáforos geralmente se justificam por:
. Fluxo mais contínuo: reduz paradas desnecessárias;
. Segurança viária: menor gravidade em acidentes (velocidades mais baixas);
. Menor custo: instalação e manutenção mais baratos que semáforos;
. Sustentabilidade: menos consumo de energia e emissão de poluentes;
. Humanização do trânsito: prioriza atenção, cooperação e o espaço urbano.
Para Krambeck, a substituição por rotatórias e a redução da velocidade contribuem para um trânsito mais seguro, menos poluído e mais humano, priorizando pedestres, ciclistas e transporte coletivo.
“Timbó é uma cidade perfeita, pequena, mas de maior porte, que não deve crescer muito. Isso é uma oportunidade para consolidá-la como uma cidade planejada para as pessoas, acalmada e inteligente. Isso permite continuar investindo em soluções que humanizam e melhoram ainda mais o trânsito”, analisa o especialista.
Fonte: Portal ND
Reportagem: Ana Júlia Kamchen
Foto: Divulgação/Metisa/ND
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