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Comitê Olímpico dos EUA segue ordem de Trump e bane mulheres trans de competições femininas.

Comitê Olímpico dos EUA segue ordem de Trump e bane mulheres trans de competições femininas.

Comitê Olímpico dos EUA segue ordem de Trump e bane mulheres trans de competições femininas.
Comitê Olímpico dos EUA segue ordem de Trump e bane mulheres trans de competições femininas. (Foto: Reprodução)

Comitê Olímpico dos EUA segue ordem de Trump e bane mulheres trans de competições femininas.


Mulheres transgênero estão banidas de participarem de competições femininas promovidas por entidades olímpicas e paralímpicas nos Estados Unidos. Nesta semana, o Comitê Olímpico e Paralímpico do país (USOPC) mudou suas políticas internas de elegibilidade para seguir a ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump em fevereiro. A resolução federal exclui de torneios femininos pessoas que foram designadas do sexo masculino no nascimento mesmo que se identifiquem como mulheres trans.


A revisão da política foi estabelecida discretamente na segunda-feira no site da USOPC na categoria "Política de Segurança de Atletas". Na terça-feira a entidade máxima do esporte olímpico e paralímpico americano enviou uma carta a todas as confederações filiadas para que sigam a nova política. A NCAA, entidade responsável pelo esporte universitário do país, já havia banido mulheres trans de competições femininas universitárias desde fevereiro.


"O USOPC tem se envolvido em uma série de conversas respeitosas e construtivas com autoridades federais desde que Trump assinou a ordem. Como uma organização com estatuto federal, temos a obrigação de cumprir as expectativas federais. Nossa política revisada enfatiza a importância de garantir ambientes de competição justos e seguros para as mulheres. Todos os órgãos governantes nacionais são obrigados a atualizar suas políticas aplicáveis em conformidade", afirmou a carta da USOPC, assinada pela CEO, Sarah Hirshland, e pelo presidente, Gene Sykes.


A antiga política do USOPC permitia a participação de mulheres trans em competições femininas desde que se enquadrassem nos critérios de elegibilidade internacionais de cada esporte. Em novembro de 2021, o Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu que cada federação de modalidade esportiva passaria a decidir seus critérios sobre a questão dos atletas transgêneros e intersexuais.


Desde então, as resoluções sobre elegibilidade de atletas trans se deram na esfera esportiva para o alto rendimento. A ordem executiva de Trump quebra esse cenário por se tratar de um decreto governamental. O presidente americano pressiona o COI para seguir sua resolução, inclusive nas Olimpíadas de Los Angeles, em 2028. A nova presidente do COI, Kirsty Coventry, ressaltou os esforços para "proteger a categoria feminina". Ela prometeu uma força tarefa de cientistas e membros de federações internacionais esportivas para estabelecer uma nova política de elegibilidade.


Nos Estados Unidos, o caso mais famoso de atleta trans é o de Lia Thomas. A nadadora de 26 anos não pôde participar da seletiva americana por uma vaga nas Olimpíadas de Paris por ser uma mulher transgênero. Apelou à Corte Arbitral do Esporte (CAS), mas teve seu caso rejeitado. O tribunal máximo da justiça desportiva entendeu que a americana não era elegível para questionar a regra da World Aquatics (Federação Internacional de Esportes Aquáticos) que proíbe a participação de atletas trans em competições femininas.


A ordem executiva de Trump segue seu lema de campanha: "Manter os homens fora das competições femininas". O ataque aos direitos das pessoas transgênero faz parte da plataforma do político republicano. No seu primeiro dia em exercício da presidência neste novo mandato, em janeiro, Trump decretou que a definição de sexo no país vai ser limitada a masculino e feminino de acordo com a designação no nascimento, o chamado sexo biológico. Essa medida teve efeito em documentos oficiais, passaportes e políticas de designação de prisões federais.


Fonte: GloboEsporte,com

Reportagem: Redação do ge

Foto: Portal Tela


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