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União Europeia determina novos destinos para roupas não vendidas

União Europeia determina novos destinos para roupas não vendidas

União Europeia determina novos destinos para roupas não vendidas
União Europeia determina novos destinos para roupas não vendidas (Foto: Reprodução)

União Europeia determina novos destinos para roupas não vendidas


A indústria da moda é responsável por até 8% das emissões globais de gases de efeito estufa, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). O impacto ambiental do setor, porém, não termina quando uma peça sai da fábrica: o descarte e a destruição de itens que não chegam a ser vendidos também contribuem para o desperdício de recursos. Para combater esse problema, a União Europeia determinou que grandes empresas do setor estão proibidas de queimar ou destruir roupas que não foram comercializadas.


No último mês, a União Europeia proibiu grandes empresas — aquelas que possuem mais de 250 funcionários e um faturamento líquido anual superior a 50 milhões de euros — de destruir estoques de roupas, acessórios e calçados não vendidos. A determinação tem como objetivo de reduzir o desperdício e o impacto ambiental causados pelo descarte de produtos que ainda poderiam ser aproveitados.


De acordo com a Agência Europeia de Meio Ambiente (EEA), cerca de 4% a 9% dos produtos têxteis não vendidos na Europa são destruídos anualmente, o que corresponde a 264 mil e 594 mil toneladas por ano. Na Alemanha, por exemplo, aproximadamente 17 milhões de peças compradas pela internet e devolvidas teriam sido destruídas em 2021.


Outro dado alarmante diz respeito à emissão de gases de efeito estufa. Segundo a Comissão Europeia, a cadeia de descarte gera até 5,6 milhões de toneladas de CO² por ano — o que equivale às emissões de até três milhões de carros no mesmo intervalo de tempo.


Com a nova determinação, espera-se que as empresas deem novos destinos às peças que seriam queimadas ou destruídas. As regras estimulam que marcas e indústrias encontrem novas finalidades para os itens, encaminhando-os como doações a instituições de caridade, a mercados alternativos ou mesmo vendendo-os com descontos.


Segundo a EEA, menos de 1% dos tecidos produzidos no mundo é reciclado para se transformar em novos produtos têxteis. Sendo assim, a medida incentiva a revenda, a doação, a reutilização e a remanufatura, além de tornar a indústria mais circular e reduzir o uso desnecessário de recursos naturais e matérias-primas.


Em exceção à regra, roupas consideradas inseguras ou falsificadas, que estiverem danificadas ou tiverem sido rejeitadas por instituições beneficentes, não poderão ser vendidas e deverão ser destruídas.


Até o momento, a determinação atinge somente empresas de grande porte. Porém, a ideia é que a medida também seja estendida às médias empresas até 2030. Além disso, as companhias deverão divulgar relatórios anuais sobre o que foi descartado e manter os registros por cinco anos.


Fonte: Portal Metrópoles


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