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Cientistas criam tratamento sem quimioterapia para câncer de mama

Cientistas criam tratamento sem quimioterapia para câncer de mama

Cientistas criam tratamento sem quimioterapia para câncer de mama
Cientistas criam tratamento sem quimioterapia para câncer de mama (Foto: Reprodução)

Cientistas criam tratamento sem quimioterapia para câncer de mama


Em busca de um tratamento que fuja da quimioterapia e ofereça melhor qualidade de vida às pacientes com câncer de mama metastático HR+ e HER2+, pesquisadores encontraram uma mistura de quatro terapias-alvo que funciona como primeira linha.


Os achados foram publicados na revista Journal of the National Cancer Institute no final de julho. Os medicamentos anastrozole, palbociclibe, trastuzumabe e pertuzumabe foram usados em 29 pacientes com câncer metastático que nunca tinham passado por tratamento.


Cerca de 97% das participantes teve benefícios clínicos nos seis primeiros meses de tratamento, e as pacientes viveram, em média, 25 meses antes de a doenças progredir. Após 39 meses de acompanhamento, 93% das voluntárias ainda estava viva.


“O desafio no tratamento desse tipo de câncer de mama é equilibrar a eficácia com a qualidade de vida. Muitas pacientes, especialmente idosas ou aquelas com outras condições de saúde, podem não ser candidatas ideais para a quimioterapia. Um regime de terapia-alvo que possa ser administrado principalmente por via oral e por injeção subcutânea poderia oferecer uma opção mais conveniente”, explica a principal autora do estudo, Rima Patel, do The Mount Sinai Hospital.


Principais sintomas do câncer de mama:

. Aparecimento de nódulo, geralmente indolor, duro e irregular, nas mamas.

. Edema na pele, que fica com aparência de casca de laranja.

. Retração da pele.

. Inversão do mamilo.

. Descamação ou ulceração do mamilo.

. Secreção transparente, rosada ou avermelhada que sai do mamilo.

. Linfonodos palpáveis na axila.


Apenas uma paciente abandonou o tratamento por causa dos efeitos adversos. Uma voluntária está tomando a combinação de medicamentos há seis anos, sem problemas.


Os sintomas mais comuns relacionados à terapia foram neutropenia (baixos níveis de neutrófilos no sangue), baixa contagem de glóbulos brancos, diarreia e anemia.


Os pesquisadores alertam que o estudo é pequeno e não comparou as pacientes com outras que recebem o tratamento padrão (terapia-alvo + quimioterapia). Por isso, são necessárias pesquisas maiores para comprovar a eficácia e segurança da mistura.


Fonte: Portal Metrópoles


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