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"Quem sai da atividade não volta:" crise do leite leva produtores de SC a reagir às importações do Mercosul

"Quem sai da atividade não volta:" crise do leite leva produtores de SC a reagir às importações do Mercosul

"Quem sai da atividade não volta:" crise do leite leva produtores de SC a reagir às importações do Mercosul
"Quem sai da atividade não volta:" crise do leite leva produtores de SC a reagir às importações do Mercosul (Foto: Reprodução)

"Quem sai da atividade não volta:" crise do leite leva produtores de SC a reagir às importações do Mercosul


A cadeia leiteira de Santa Catarina está passando por uma transformação que preocupa produtores e entidades ligadas ao setor. Cerca de 60% dos produtores de leite teriam deixado a atividade nos últimos dez anos, segundo o presidente da recém-criada UCPL (União Catarinense dos Produtores de Leite), Zito Fernando Lunardi, de Campo Erê, no Extremo-Oeste catarinense.


A saída, segundo Lunardi, atinge principalmente os pequenos produtores, que enfrentam dificuldades diante do aumento dos custos de produção e da remuneração recebida pelo leite. É nesse cenário que representantes de diferentes regiões de Santa Catarina decidiram criar uma entidade estadual para ampliar a representação do setor e cobrar mudanças nas políticas públicas para a cadeia.


“Cada produtor de leite que sai da atividade não retorna mais”, afirmou o presidente.


Por que os produtores estão deixando a atividade?

De acordo com Lunardi, a combinação entre custos elevados, dificuldades de remuneração e a concorrência com produtos importados está entre os fatores que pressionam os produtores catarinenses.


“Estamos vivendo um período muito difícil. Atualmente, temos uma grande importação de leite vindo do Uruguai e da Argentina, com preços subsidiados aos produtores rurais”, afirmou.


A avaliação da nova entidade é de que a pressão sobre os preços pode atingir especialmente as propriedades menores, que possuem menos margem para absorver oscilações do mercado.


A UCPL pretende atuar justamente nesse ponto, buscando uma política de longo prazo para a cadeia leiteira e maior participação dos produtores nas decisões que afetam a atividade.


A entrada de leite em pó da Argentina e do Uruguai está entre as principais preocupações da nova entidade.


Segundo Lunardi, a concorrência com o produto importado dificulta a comercialização do leite produzido no Brasil e contribui para pressionar a remuneração recebida pelos produtores.


A questão das importações está entre as primeiras demandas que a UCPL pretende levar às autoridades. A entidade também quer acompanhar as medidas antidumping relacionadas ao leite em pó e cobrar ações do poder público em defesa da produção nacional.


Para o presidente da organização, a discussão precisa envolver toda a cadeia produtiva, e não apenas quem está no campo.


“Temos que nos unir junto à indústria, junto ao varejo, junto aos órgãos de comercialização para que sejam feitas políticas de longo prazo”, destacou


Fonte: Portal ND 


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