Justiça Federal determina desocupação da comunidade indígena na maior barragem de SC e a retomada das obras de recuperação
Justiça Federal determina desocupação da comunidade indígena na maior barragem de SC e a retomada das obras de recuperação
Justiça Federal determina desocupação da comunidade indígena na maior barragem de SC e a retomada das obras de recuperação
A Justiça Federal determinou a desocupação do acesso à Barragem de José Boiteux, no Alto Vale do Itajaí, que foi bloqueada por indígenas iniciada no dia 8 de julho.
A decisão, assinada pelo juiz federal substituto Leandro Paulo Cypriani, da 1ª Vara Federal de Blumenau, colocou um prazo de cinco dias para a saída voluntária da comunidade indígena Laklãnõ/Xokleng do local.
O documento prevê medidas para desocupação forçada, com intervenção policial e demolição de estruturas erguidas no local. A Funai também terá prazo de cinco dias para se manifestar no processo.
Foi também garantido o acesso livre, seguro e permanente ao completo por parte do Estado de Santa Catarina para a retomada das obras de recuperação e manutenção da barragem.
O acompanhamento e apoio permanente da Polícia Federal também foi requisitado até o fim dos trabalhos. Junto com a permição do acionamento da Polícia Militar de Santa Catarina, caso necessário.
O Governo de Santa Catarina recorreu à Justiça após relatar problemas para executar os trabalhos na Barragem Norte.
Foi informado no processo que os trabalhadores da Construtora e Incorporadora SAKS Ltda teriam “sido intimidados por integrantes da comunidade indígena nas proximidades da Aldeia Pipatol, na terra indígena Laklãnõ/Xokleng, no dia 13 de julho”.
O episódio provocou a interrupção das atividades e resultou no registro de um boletim de ocorrência. Outros casos também foram notificados pelo Estado, segundo o documento.
A Justiça Federal autorizou a retomada imediata e a execução das obras de recuperação, cercamento e manutenção corretiva da Barragem Norte. A decisão cita o El Niño e os eventos extremos previstos para o segundo semestre de 2026.
Após a desocupação, os indígenas da comunidade não poderão transitar, entrar ou permanecer no perímetro delimitado como área de segurança técnica da barragem.
A reportagem entrou em contato com o Governo de Santa Catarina, mas até a publicação da reportagem não obteve retorno. O espaço segue aberto.
Fonte: Portal ND
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