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Redes sociais ajudam a despertar interesse por livros, diz escritora

Redes sociais ajudam a despertar interesse por livros, diz escritora

Redes sociais ajudam a despertar interesse por livros, diz escritora
Redes sociais ajudam a despertar interesse por livros, diz escritora (Foto: Reprodução)

Redes sociais ajudam a despertar interesse por livros, diz escritora


Centenas de pessoas se reuniram no histórico Largo do Pelourinho, em Salvador, em pleno sábado à noite, para ouvir uma das autoras mais lidas do país. Convidada da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), a escritora mineira Carla Madeira, voz por trás de obras como Tudo é Rio, A Natureza da Mordida e Véspera, defendeu que “livro é uma ocasião de conversar”.


Escritora de ficção mais lida do Brasil, com mais de 1 milhão de cópias vendidas, ela celebrou o fato de mais brasileiros estarem lendo e o crescente hábito de debater obras em clubes de leitura e nas redes sociais.


“As pessoas estão descobrindo que é legal conversar sobre o que elas leem, concordar, discordar, discutir, entrar com outras vozes, cruzar livros, cruzar informações, criticar, aplaudir, está tudo valendo. E isso é maravilhoso porque é um exercício de troca e tem uma riqueza de ampliar a consciência”, reforçou.


Para ela, a ampliação dos clubes de livros e de festivais de literatura ajuda a aumentar o interesse pela leitura.


“Isso está sendo festejado, está sendo ampliado. E as redes sociais têm um papel superimportante nisso”, completou.


No entanto, apesar do maior interesse pelos livros, a escritora acredita que o brasileiro ainda lê pouco, no universo de um país com 220 milhões de pessoas: 


“Quando se confrontam os números do mercado editorial a esse dado demográfico, não há como negar que o brasileiro lê pouco. Mas tem muitas questões envolvidas nisso que vão desde a educação formal e o incentivo à leitura até o acesso ao livro e locais para se ler”, disse ela à reportagem.


Em entrevista à reportagem, pouco antes de conversar com o público da Flipelô, a escritora ressaltou que é importante haver políticas públicas para incentivar e aumentar o acesso aos livros.


Em 2024, a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, apontou que 47% da população com 5 anos ou mais se declarou leitora no Brasil, o equivalente a cerca de 93,4 milhões de pessoas. Mas a maioria, 53%, não havia lido sequer parte de um livro nos três meses anteriores.


“A gente está falando de uma realidade que é muitas vezes diferente de uma certa bolha ali que tem condição de ter acesso a livro, que tem uma casa ou que tem um quarto, que tem uma luz à noite adequada. E aí vai um monte de questões sociais que eu acho que tem impacto sobre isso”, acrescentou.


Fonte: Portal Agência Brasil


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