O que mudou no avanço das reformas e manutenções desde o último fenômeno em Santa Catarina
O que mudou no avanço das reformas e manutenções desde o último fenômeno em Santa Catarina
O que mudou no avanço das reformas e manutenções desde o último fenômeno em Santa Catarina
Com os primeiros impactos do super El Niño sentidos na última semana por Blumenau e região do Vale do Itajaí, as ações para preparar as barragens de Santa Catarina para o fenômeno e o possível aumento das chuvas estão sendo cobradas.
Segundo a Defesa Civil de Santa Catarina, com o pacote de investimento de R$ 94,7 milhões, reformas, modernizações e automação das barragens em José Boiteux, Ituporanga e Taió estão sendo realizadas há anos, com intenficação em 2026.
Atualmente, existem três barragens de Santa Catarina para contenção de cheias: a Sul, em Ituporanga; a Oeste, em Taió; e a Norte, em José Boiteux, todas localizadas no Alto Vale do Itajaí.
Uma licitação para a construção da nova barragem de Mirim Doce, no Alto Vale do Itajaí, está em andamento com investimento estimado de R$ 109 milhões.
As estruturas são responsáveis por reter e controlar o volume de água em períodos de chuvas volumosas, reduzindo, e muitas vezes até evitando, diretamente o risco de inundações nos municípios a jusante.
Após mais de 20 anos de espera, a reforma da Barragem Norte, em José Boiteux, está avançando. No dia 13 de julho, foi realizada a retirada de uma das comportas da estrutura, que estava enferrujada.
Esse passo indica o andamento da primeira fase de recuperação e reforma de R$ 9,9 milhões da Barragem de José Boiteux. A peça apresentava sinais de oxidação e estava com o funcionamento comprometido.
Ela foi desmontada, porém ainda não tem previsão para o encaminhamento para revitalização. Segundo a Defesa Civil de Santa Catarina, ainda não há previsão de retirada.
A segunda etapa da obra, que acontecerá após a recuperação das comportas, prevê a recomposição da casa de máquinas e do sistema de comando. O projeto inclui a instalação de um novo sistema hidráulico, uma nova ponte rolante, guarda-corpos, cercamento da área e outras melhorias para modernizar a estrutura.
A Barragem Norte é a maior das três estruturas de contenção de cheias do Vale do Itajaí. Ela tem capacidade para armazenar 357 milhões de metros cúbicos de água, volume superior à soma das barragens de Taió e Ituporanga, e desempenha papel estratégico na redução dos impactos das enchentes na região.
A Barragem Oeste, em Taió, é a mais antiga das três estruturas para contenção de cheias de Santa Catarina e foi construída entre 1963 e 1973.
Após as enchentes em 2023, a Barragem Oeste, em Taió, passou por melhorias no sistema elétrico, teve tubulações renovadas e bombas de drenagem foram trocadas. Segundo a Defesa Civil de Santa Catarina, os trabalhos de renovação foram finalizados no fim de 2025.
Em março de 2026, o Estado citou uma reforma geral da estrutura, com investimento estimado em R$ 62 milhões. A licitação envolve reforma, manutenção, modernização e recuperação estrutural. Também estão previstos sistemas de operação remota.
Em outubro de 2025, a Barragem Sul, em Ituporanga, concluiu a reforma completa, com recuperação estrutural, substituição das comportas e implantação de sistema de automação com acionamento remoto hidráulico, operado diretamente da sede da Defesa Civil, em Florianópolis.
O investimento foi de R$ 20 milhões e a reforma ocorreu após 50 anos de espera. Segundo a Defesa Civil de Santa Catarina, a barragem está 100% em operação, com controle remoto.
O Vale do Itajaí concentra um histórico de grandes enchentes e é considerado uma das regiões mais vulneráveis do estado durante períodos de chuva intensa. Por isso, a situação das barragens de Santa Catarina é um dos principais temas discutidos.
Fonte: Portal ND
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