Nota de R$ 200 não é produzida há seis anos, mas uso cresce 246%
Nota de R$ 200 não é produzida há seis anos, mas uso cresce 246%
Nota de R$ 200 não é produzida há seis anos, mas uso cresce 246%
A nota de R$ 200, cédula de maior valor na moeda brasileira, não é produzida desde 2020, ano em que foi lançada pelo Banco Central (BC). Apesar disso, o uso da nota no dia a dia aumentou 246% de 2020 para 2026. A informação foi dada pelo BC com exclusividade ao NSC Total.
No lançamento da nota, foram fabricadas 450 milhões de cédulas. No entanto, com o passar dos anos o volume anual de emissões tem permanecido abaixo do registrado no lançamento da cédula. Em comparação entre 2020 e 2026, a emissão caiu 76,4%.
"A emissão de cédulas segue sendo realizada para atender à demanda da população, que é o principal determinante do volume de numerário em circulação", explicou o Banco Central.
A fabricação do dinheiro consiste na produção física das cédulas, sendo realizada pela Casa da Moeda do Brasil, e envolve processos complexos de segurança. A produção só ocorre sob encomenda do Banco Central.
Já a emissão é quando a moeda é colocada para circulação na economia do país. Após a produção, o dinheiro fica no Banco Central, que, por meio de instituições parceiras como o Banco do Brasil, emite as cédulas e as libera para os bancos comerciais.
A emissão de moeda é acompanhada de perto pelo Banco Central porque, dependendo do contexto econômico, uma expansão excessiva da quantidade de dinheiro em circulação pode pressionar a inflação.
A ascensão do Pix e dos pagamentos digitais é apontada pelo Banco Central (BC) como um dos motivos para redução na emissão de cédulas de real. De 2020 para 2025, a queda na emissão foi de 31%.
" A demanda da população, reduzida pelo avanço dos meios eletrônicos de pagamento, em especial do Pix, explica parte de eventual redução na emissão de cédulas novas, mas o fator preponderante que condiciona a estabilidade dos últimos anos é a substituição das cédulas que não se encontram mais em condições de circular ", disse o Banco Central ao NSC Total.
Em 2024, o BC divulgou a pesquisa “O Brasileiro e sua Relação com o Dinheiro“, que já apontava essa mudança no hábito econômico. O levantamento mostrou que o Pix se tornou o meio de pagamento mais frequente para 46% da população, em comparação com 17% de 2021.
No mesmo intervalo, o dinheiro em espécie caiu de 42% para 22% como meio de pagamento mais frequente. No comércio, o dinheiro também perdeu espaço: era o meio de pagamento mais frequente em 52% dos estabelecimentos comerciais em 2018 e caiu para 7% em 2024.
Fonte: Portal NSC
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