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Após colheita recorde e crise, El Niño acende alerta para próxima safra de cebola em SC

Após colheita recorde e crise, El Niño acende alerta para próxima safra de cebola em SC

Após colheita recorde e crise, El Niño acende alerta para próxima safra de cebola em SC
Após colheita recorde e crise, El Niño acende alerta para próxima safra de cebola em SC (Foto: Reprodução)

Após colheita recorde e crise, El Niño acende alerta para próxima safra de cebola em SC


Após uma safra histórica, com cerca de 160 mil toneladas de cebola colhidas em Ituporanga, no Alto Vale do Itajaí, o cenário agora é de atenção entre os produtores para a próxima colheita, diante da possibilidade de influência do fenômeno El Niño.


Segundo o engenheiro agrônomo da prefeitura de Ituporanga, Volmir Borssatto, o momento ainda é de incerteza quanto à intensidade do fenômeno e seus reflexos na produção.


O setor ainda sente os efeitos da forte oscilação de preços registrada nos últimos ciclos, após um período de excesso de oferta que pressionou o mercado e afetou produtores da região.


“Temos que aguardar e ver com que intensidade o fenômeno vai atingir a nossa região. Se for muito forte, realmente seria um desafio produzir. É motivo de muita pressão pelos produtores”, afirma Borssatto.


Segundo a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), existe 63% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte em 2026, com pico previsto entre novembro e janeiro.


O ciclo da cebola em Ituporanga, conhecida como terra da cebola, está no início da safra 2026/2027, com a definição das áreas de plantio e o avanço da semeadura. O estágio inicial ainda não permite uma estimativa precisa da produção.


A expectativa do setor é de que um cenário mais claro sobre a safra comece a ser definido entre julho e agosto, quando o desenvolvimento das lavouras e a consolidação da área cultivada devem indicar com mais precisão o potencial produtivo.


A colheita da cebola em Ituporanga ocorre, tradicionalmente, entre novembro e dezembro. Os primeiros volumes mais precoces começam a ser retirados no início de novembro, enquanto a maior parte da produção se concentra até o fim do ano.


Após a colheita, a comercialização é feita de forma escalonada. Parte da produção é vendida ainda no campo e o restante segue armazenado, com escoamento que pode se estender até maio do ano seguinte.


A expectativa, segundo o engenheiro agrônomo, é de que os números da safra histórica registrada no último ano não se repitam, por dois fatores principais: a redução na área de plantio e os possíveis impactos do El Niño.


Fonte: Portal ND 


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