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Viúvos vão casar em SC após 10 anos vivendo amor a 3 mil km de distância

Viúvos vão casar em SC após 10 anos vivendo amor a 3 mil km de distância

Viúvos vão casar em SC após 10 anos vivendo amor a 3 mil km de distância
Viúvos vão casar em SC após 10 anos vivendo amor a 3 mil km de distância (Foto: Reprodução)

Viúvos vão casar em SC após 10 anos vivendo amor a 3 mil km de distância


Existem amores que são medidos por dias, outros por quilômetros. O do maestro Valmir Luiz Maestri e da professora Creusa Maria de Freitas Krauss é medido por edições da Festitália, festival italiano tradicional em Blumenau.


O relacionamento, que hoje caminha para o altar, nasceu de uma combinação rara entre a contemplação silenciosa e a coragem de um “impulso divino”, há 10 anos.


Foi no dia 16 de julho de 2016, que o destino reuniu duas trajetórias marcadas pela perda e pelo recomeço, em meio a celebração das raízes da imigração italiana em Blumenau.


Valmir era viúvo desde 2006, após um casamento de 35 anos. Creusa, também viúva desde 2015, vivia no Amapá e estava em Blumenau apenas de passagem para visitar uma amiga.


O maestro havia acabado de se apresentar com o coral italiano, em mais uma noite da 23ª Festitália, quando observou uma senhora, “que mais parecia uma moça”, dançando abraçada a um xale. “Era um dengo puro, deu vontade de ir dançar com ela”, relembra Valmir.


A partir dali, o roteiro da noite foi reescrito pela iniciativa de Creusa. Ao notar Valmir passando perto de sua mesa e observar que ele não usava aliança, ela sentiu o que descreve como um “verdadeiro impulso divino”.


“Antes de irmos para a festa, pedi ao Senhor que fizesse a sua vontade na minha vida. De repente vi ela caminhando em direção a saída. ‘Meu Deus’, exclamei, ele vai embora. Segui atrás dele, o alcancei, toquei no seu ombro, e tomei o braço dele”, detalha Creusa.


A conexão foi imediata. Durante as férias de Creusa em Santa Catarina, o casal explorou o litoral catarinense e visitou a terra natal de Valmir, em Botuverá. A despedida, no entanto, era inevitável.


No fim daquele mês de julho, Creusa voltou ao Amapá para retomar suas aulas como professora. Ali começava um desafio geográfico de mais de 3 mil quilômetros que duraria uma década.


Viúvos vão casar em SC após 10 anos vivendo amor a 3 mil km de distância

Viúvos vão casar em SC após 10 anos vivendo amor a 3 mil km de distância

Foto: Arquivo pessoal/ND Mais

Existem amores que são medidos por dias, outros por quilômetros. O do maestro Valmir Luiz Maestri e da professora Creusa Maria de Freitas Krauss é medido por edições da Festitália, festival italiano tradicional em Blumenau.


O relacionamento, que hoje caminha para o altar, nasceu de uma combinação rara entre a contemplação silenciosa e a coragem de um “impulso divino”, há 10 anos.


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Foi no dia 16 de julho de 2016, que o destino reuniu duas trajetórias marcadas pela perda e pelo recomeço, em meio a celebração das raízes da imigração italiana em Blumenau.


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Viúvos deram nova chance para amor

Valmir era viúvo desde 2006, após um casamento de 35 anos. Creusa, também viúva desde 2015, vivia no Amapá e estava em Blumenau apenas de passagem para visitar uma amiga.


O maestro havia acabado de se apresentar com o coral italiano, em mais uma noite da 23ª Festitália, quando observou uma senhora, “que mais parecia uma moça”, dançando abraçada a um xale. “Era um dengo puro, deu vontade de ir dançar com ela”, relembra Valmir.


A partir dali, o roteiro da noite foi reescrito pela iniciativa de Creusa. Ao notar Valmir passando perto de sua mesa e observar que ele não usava aliança, ela sentiu o que descreve como um “verdadeiro impulso divino”.


“Antes de irmos para a festa, pedi ao Senhor que fizesse a sua vontade na minha vida. De repente vi ela caminhando em direção a saída. ‘Meu Deus’, exclamei, ele vai embora. Segui atrás dele, o alcancei, toquei no seu ombro, e tomei o braço dele”, detalha Creusa.


A conexão foi imediata. Durante as férias de Creusa em Santa Catarina, o casal explorou o litoral catarinense e visitou a terra natal de Valmir, em Botuverá. A despedida, no entanto, era inevitável.


Viúvos vão casar em SC após 10 anos vivendo amor a 3 mil km de distânciaFoto: Arquivo pessoal/ND Mais

Viúvos vão casar em SC após 10 anos vivendo amor a 3 mil km de distância

Foto: Arquivo pessoal/ND Mais

No fim daquele mês de julho, Creusa voltou ao Amapá para retomar suas aulas como professora. Ali começava um desafio geográfico de mais de 3 mil quilômetros que duraria uma década.


A distância não esfriou a relação, que passou a ser ditada por um calendário rigoroso. Até hoje, o casal se encontra fisicamente apenas duas vezes por ano. Invariavelmente, Creusa vem ao Sul em julho, e novamente em janeiro, durante as férias escolares. Nos meses de intervalo, a tecnologia encurta os caminhos.


Com isso, a Festitália se tornou o cenário oficial dos reencontros do casal por quase uma década. Nos dois últimos anos, o evento foi transferido para o mês de junho.


Ambos viúvos, eles construíram uma relação pautada na paz e no respeito às suas histórias anteriores. Valmir, que vive sozinho desde que perdeu a esposa em 2006, encontrou em Creusa uma companheira que compartilha de sua dedicação à família e à fé.


"O temperamento nordestino dela me cativou, a simplicidade dela em falar com as pessoas. É uma convivência pacífica e tranquila. Respeitamos cada um no seu espaço. Não sou de aventuras, me dedico à música”, define o maestro.


O ciclo de idas e vindas ganhará um novo capítulo em 2026. Com Creusa em processo de aposentadoria no Amapá, o plano é que ela passe a permanecer mais tempo no Sul, embora ambos mantenham o respeito pela autonomia e pelas famílias que possuem em seus estados de origem.


Fonte: Portal ND


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