cover
Tocando Agora:

Brasil melhora na vacinação infantil, mas abandono e desinformação ainda ameaçam.

Brasil melhora na vacinação infantil, mas abandono e desinformação ainda ameaçam.

Brasil melhora na vacinação infantil, mas abandono e desinformação ainda ameaçam.
Brasil melhora na vacinação infantil, mas abandono e desinformação ainda ameaçam. (Foto: Reprodução)

Brasil melhora na vacinação infantil, mas abandono e desinformação ainda ameaçam.


Mesmo com sinais de recuperação nas taxas de vacinação infantil no Brasil, o país ainda enfrenta obstáculos sérios para garantir que todas as crianças estejam protegidas contra doenças preveníveis. Essa é algumas das conclusões do Anuário VacinaBR, elaborado pelo IQC (Instituto Questão de Ciência), em colaboração com a Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações) e o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).


Segundo o levantamento, em 2023, nenhuma das vacinas do calendário infantil conseguiu atingir a meta de cobertura em todos os estados. As piores coberturas foram registradas para os imunizantes contra poliomielite, meningococo C, varicela e Haemophilus influenzae tipo B, vacinas que, para evitar surtos, deveriam alcançar ao menos 95% do público-alvo.


Menos de um terço dos municípios brasileiros cumpriram essa meta em quatro vacinas prioritárias: pentavalente, poliomielite, pneumo-10 e tríplice viral. O Ceará liderou com 59% das cidades atingindo a cobertura esperada. Já o Acre, ficou na lanterna: apenas 5% dos municípios chegaram lá.


Para o diretor executivo do IQC, Paulo Almeida, a complexidade do Brasil exige estratégias personalizadas. “Não dá para pensar em uma solução única. Temos um território enorme, com realidades muito distintas. O próprio Anuário mostra que municípios vizinhos, com contextos parecidos, podem ter resultados completamente diferentes”, observa.


Essa variação também aparece nos dados da vacina BCG, aplicada nos primeiros dias de vida para proteger contra formas graves de tuberculose.


Em 2023, apenas oito estados atingiram a cobertura mínima. Em 11 unidades federativas, menos de 80% dos recém-nascidos foram vacinados. No Espírito Santo, o índice caiu para 58%.


A diretora da Sbim, Isabela Ballalai, aponta dois fatores principais para explicar por que tantas crianças deixam de ser vacinadas: o difícil acesso às salas de imunização e a desinformação.


“Temos mais de 38 mil salas de vacinação no país. Isso é único. Mas se o posto só funciona no horário comercial, e a mãe não pode sair do trabalho, ela não consegue vacinar o filho. Se ela vai até lá e ouve uma informação incorreta ou encontra a vacina em falta, talvez nunca volte”, explica. “Quando se soma essa dificuldade ao fato de que as pessoas já não enxergam mais o risco das doenças, o resultado é o afastamento da imunização.”


Desde 2015, as curvas de vacinação infantil no Brasil mostram queda na cobertura, com queda acentuada em 2021. Os anos de 2022 e 2023 indicam leve recuperação, mas o país ainda lida com um desafio silencioso: o abandono vacinal. Ou seja, crianças que recebem a primeira dose, mas não retornam para completar o esquema.


A vacina tríplice viral, por exemplo, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, teve em 2023 a primeira dose aplicada em cerca de 80% a 85% do público em grande parte dos estados. No entanto, a segunda dose ficou abaixo de 50% em 14 unidades da federação. Nenhum estado atingiu a meta ideal.


“Quem não completa as doses continua vulnerável à doença”, reforça Isabela Ballalai. Atualmente, diversos países enfrentam surtos de sarampo e o Brasil já registrou cinco casos confirmados este ano.


Segundo Paulo Almeida, as campanhas de vacinação infantil no Brasil que funcionaram no passado já não são suficientes na era digital. “Hoje, as informações circulam por múltiplos canais e, com isso, o impacto das campanhas tradicionais diminuiu. É mais difícil chegar diretamente ao público.”


Para ele, novas estratégias precisam ser incorporadas, como o envio de lembretes por SMS. “Muitas vezes a pessoa quer vacinar, mas esquece ou não encontra tempo. Quando recebe um aviso direto no celular, lembra e consegue se organizar”, diz.


Isabela também defende o uso contínuo das escolas como aliadas da vacinação. “Elas ajudam a derrubar os três principais obstáculos: o acesso, a informação e a conexão com as famílias. A criança já está ali. É mais prático, mais eficiente e ainda cria um espaço para orientar os responsáveis sobre a importância das vacinas.”


Fonte: Portal ND / Agencia Brasil

Reportagem: Lídia Gabriella

Foto: Canva/ND


Fonte: Portal ND

Reportagem: Beatriz Rohde

Foto: Marco Favero/Arquivo/Secom Gov SC/ND


SIGA | CURTA | COMPARTILHE

.

.

.

Nos acompanhe pelos nossos canais:

📱No App

🔘Na Alexa

▶️No YouTube

🌐No navegador

👥Nas redes sociais

Comentários (0)