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Igreja proíbe campanha política em templos e afasta candidatos de funções religiosas em Rio do Sul

Igreja proíbe campanha política em templos e afasta candidatos de funções religiosas em Rio do Sul

Igreja proíbe campanha política em templos e afasta candidatos de funções religiosas em Rio do Sul
Igreja proíbe campanha política em templos e afasta candidatos de funções religiosas em Rio do Sul (Foto: Reprodução)

Igreja proíbe campanha política em templos e afasta candidatos de funções religiosas em Rio do Sul


A Igreja Católica, na Diocese de Rio do Sul, no Alto Vale, proibiu campanha política em templos e afastou candidatos de funções religiosas a partir das novas regras estabelecidas para a participação de fiéis e lideranças religiosas nas eleições de 2026 em SC.


A reportagem teve acesso ao documento, que destaca entre as medidas a proibição de campanhas político-partidárias em templos e demais espaços eclesiásticos, além da exigência de afastamento de candidatos que ocupem determinadas funções religiosas.


As orientações foram publicadas pela Diocese de Rio do Sul e têm como objetivo preservar a neutralidade partidária da instituição durante o processo eleitoral.


O documento também busca evitar o uso da estrutura da Igreja para favorecer candidaturas ou influenciar a escolha dos eleitores.


Pelas regras, fiéis leigos que ocupam cargos eclesiásticos de provisão canônica, como coordenadores de pastoral, membros de conselhos econômicos e jurídicos, chanceleres e ecônomos, deverão solicitar afastamento ou renunciar às funções quando registrarem pré-candidatura ou candidatura a cargo eletivo.


A determinação também se aplica a ministros extraordinários da Sagrada Comunhão, catequistas, leitores e salmistas. Nesses casos, os candidatos deverão suspender o exercício público das funções litúrgicas até o fim do pleito eleitoral, embora possam continuar participando normalmente das celebrações e atividades comunitárias.


O documento ainda proíbe a realização de reuniões político-partidárias em igrejas, salões paroquiais, centros pastorais e demais dependências da Igreja.


Também fica vedada a utilização dos canais oficiais de comunicação da Diocese e das paróquias, como redes sociais, sites e aplicativos de mensagens, para promover direta ou indiretamente qualquer candidatura.


As orientações reforçam ainda a neutralidade do clero durante o período eleitoral. Sacerdotes não poderão utilizar homilias ou celebrações religiosas para pedir votos ou promover candidatos e partidos.


A recomendação é que os padres orientem os fiéis sobre a importância do voto consciente, levando em consideração critérios como ética, integridade, competência e histórico de serviço público dos concorrentes.


Outro trecho do documento destaca que são proibidas doações em dinheiro, bens ou serviços por parte de candidatos à Igreja em troca de apoio político, prática vedada pela legislação eleitoral brasileira.


A Diocese também prevê sanções para o descumprimento das normas. Lideranças eclesiásticas que utilizarem a autoridade do cargo para fins eleitorais poderão ser removidas das funções por justa causa, mediante procedimento administrativo previsto pelo direito canônico.


Fonte: Portal ND 


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