Na semana do Dia das Mães, Operação Maternar do Corpo de Bombeiros Militar de SC leva instrução de primeiros socorros a gestantes
Na semana do Dia das Mães, Operação Maternar do Corpo de Bombeiros Militar de SC leva instrução de primeiros socorros a gestantes
Na semana do Dia das Mães, Operação Maternar do Corpo de Bombeiros Militar de SC leva instrução de primeiros socorros a gestantes
Em cinco anos, os atendimentos a casos de obstrução de vias aéreas por corpo estranho (OVACE), o engasgo grave, saltaram de 527 para 743 em Santa Catarina. O crescimento de 41% registrado pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBMSC) entre 2021 e 2025 expõe uma emergência silenciosa que costuma acontecer dentro de casa, na hora da refeição, com bebês e crianças pequenas.
Diante do quadro, o CBMSC amplia uma frente que não envolve viatura nem sirene: a Operação Maternar, programa de capacitação que leva instrução prática sobre desobstrução de vias aéreas e prevenção de acidentes domésticos diretamente para gestantes, mães e familiares. Na semana iniciada em 4 de maio, alusiva ao Dia das Mães, a operação intensifica suas ações com palestras gratuitas em diferentes regiões do estado, em parceria com secretarias municipais de Saúde e instituições parceiras.
A iniciativa parte de uma constatação operacional: na maioria dos casos de OVACE em bebês, quem está mais perto da criança no momento da emergência não é o socorrista, é a família. E o tempo de resposta, nessa situação, é decisivo. A OVACE ocorre quando alimento, líquido ou objeto bloqueia parcial ou totalmente a passagem de ar pelas vias respiratórias, condição que pode evoluir rapidamente em bebês, crianças pequenas, idosos e pessoas com dificuldade de deglutição.
Só nos primeiros meses de 2026, 252 pessoas já foram socorridas pelo CBMSC após engasgos. Itajaí, Blumenau e Canoinhas lideram o volume de atendimentos no estado, e Balneário Camboriú apresenta crescimento expressivo no período recente. “É importante supervisionar crianças durante as refeições, evitar alimentos inadequados para faixas etárias mais jovens, cortar os alimentos em pedaços menores, não deixar objetos pequenos ao alcance dos menores e buscar informações sobre primeiros socorros”, afirma o coronel Henrique Piovezam da Silveira, do CBMSC.
Fonte: Portal SECOM Santa Catarina
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