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Saiba como a Amazônia pode ajudar a tratar doenças

Saiba como a Amazônia pode ajudar a tratar doenças

Saiba como a Amazônia pode ajudar a tratar doenças
Saiba como a Amazônia pode ajudar a tratar doenças (Foto: Reprodução)

Saiba como a Amazônia pode ajudar a tratar doenças


Quando você está com dor ou recebe o diagnóstico de alguma doença, saiba que há a possibilidade do tratamento indicado ser feito com remédios com origem amazônica. Considerada umas das maiores riquezas naturais do mundo, a Amazônia é repleta de compostos com potencial para ser a base de medicamentos eficazes.


Claro que para achar novos medicamentos não é só simplesmente chegar na Amazônia e sair com o tratamento na mão. Ao identificar plantas, animais ou organismos com potencial biológico, há um longo processo até que o remédio seja produzido.


A procura por candidatos medicamentosos é feita por pesquisadores, especialmente os que têm mais conhecimento na região amazônica. A comunidade local também tem papel importante, pois o conhecimento passado de geração para geração é essencial para nortear os trabalhos de busca.


“A biodiversidade amazônica deve ser compreendida como uma fonte de candidatos a medicamentos, cujo aproveitamento depende de pesquisa científica robusta, conduzida de forma ética e em diálogo com os conhecimentos e atores locais”, explica bióloga Lays Cherobim Parolin, professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

Após a identificação de substâncias com potencial, os compostos passam por diversas pesquisas, incluindo estudos pré-clínicos e ensaios clínicos em humanos, a fim de testar sua capacidade, se são seguros e eficazes.


“Embora a Amazônia represente uma fonte extremamente promissora de moléculas bioativas, apenas uma fração dessas substâncias foi efetivamente convertida em medicamentos amplamente utilizados”, diz Lays.


Entre os principais feitos medicamentosos através de compostos amazônicos, estão o captopril, um remédio para pressão alta proveniente do veneno de cobras; pilocarpina, um colírio para tratar glaucoma proveniente das folhas de um planta nativa; e os bloqueadores neuromusculares usados em procedimentos anestésicos derivados de um veneno de outra planta.


Além deles, há outras substâncias sendo estudadas atualmente, como a planta jaborandi (Pilocarpus microphyllus), óleos extraídos de árvores como a andiroba e do gênero copaifera e até os compostos do açaí.


“Há potencial para tratar diversas doenças com compostos encontrados na floresta. Isso inclui doenças infecciosas associadas ao ambiente, como a malária, além de condições como pressão alta e excesso de açúcar no sangue”, aponta o professor Paulo Artaxo, da Universidade de São Paulo (USP).


Fonte: Portal Metrópoles


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