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Água em galões chega às casas e escancara impacto da estiagem na rotina de famílias em SC

Ibirama, no Alto Vale do Itajaí, decretou situação de emergência por estar há quatro meses sem chuva

Água em galões chega às casas e escancara impacto da estiagem na rotina de famílias em SC
Foto: Luciano Cerin

A estiagem que já compromete lavouras e preocupa produtores rurais em Ibirama, no Alto Vale do Itajaí, avançou para dentro das casas e passou a afetar diretamente o básico: a água de beber.

Em comunidades como Carrapato Alto e Caminho do Meio, famílias enfrentam dificuldades diárias para cozinhar, beber e manter a rotina, dependendo agora da distribuição de galões de 20 litros feita pela prefeitura.

Se antes o problema estava concentrado no campo, com perdas nas plantações e falta de água para os animais, hoje ele chega à mesa da cozinha e muda completamente o cotidiano dos moradores.

“A gente está levando água em galões de 20 litros para que as famílias possam beber, fazer comida e assim por diante”, explicou o coordenador municipal da Defesa Civil de Ibirama, José Eduardo do Rosário.

Água para beber vira prioridade

Com o decreto de situação de emergência, a força-tarefa organizada pelo município passou a atuar em diferentes frentes. Além do uso de caminhões-pipa para atender propriedades rurais, a distribuição de água potável em galões de 20 litros tornou-se essencial para garantir o consumo humano.

“Tá fazendo falta, está tudo escasso, está tudo no limite”, relata o agricultor Serenito Tambani, que há meses acompanha o agravamento da situação na localidade de Carrapato.

Segundo José, a operação foi ampliada justamente porque a seca deixou de afetar apenas a produção e passou a comprometer o abastecimento doméstico.

“E o que nós estamos fazendo para atender a população é, primeiro, decretamos situação de emergência, mobilizamos o nosso grupo, de todas as secretarias municipais para trabalhar em conjunto”, explica.

Ele detalha que, além do atendimento no campo, o foco também está nas famílias. “Estamos fazendo a entrega de água em caminhão-pipa, fazendo reservatórios pontuais também para o gado, para a agricultura, e a

A medida, embora emergencial, revela a dimensão da crise hídrica no município.

Diante do agravamento da seca severa, a prefeitura decretou situação de emergênciaFoto: Luciano Cerin/ND Mais

Diante do agravamento da seca severa, a prefeitura decretou situação de emergência

Rotina alterada e incerteza causada pela estiagem

Sem chuvas regulares desde janeiro e com apenas 28 milímetros registrados em março, nascentes, córregos e reservatórios naturais não conseguiram se recuperar.

Para pelo menos 14 residências em áreas mais afetadas, a escassez já interfere diretamente na organização do dia a dia. Atividades simples, como preparar alimentos ou armazenar água, passaram a depender da logística de entrega.

Enquanto isso, o município mantém contato com órgãos estaduais e aguarda a homologação oficial da situação de emergência, o que pode ampliar o acesso a recursos e medidas de enfrentamento.

“Esse foi o nosso trabalho até agora: levar água para as pessoas, manter o abastecimento e fazer o levantamento das informações necessárias”, resume o coordenador.

Sem previsão de chuvas regulares no curto prazo, moradores seguem adaptando a rotina como podem na crise hídrica que já ultrapassou as lavouras e se instalou em casas.

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