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Nova fiscalização pode transformar Bolsa Família e cortar benefícios irregulares em 2026

Nova fiscalização pode transformar Bolsa Família e cortar benefícios irregulares em 2026

Nova fiscalização pode transformar Bolsa Família e cortar benefícios irregulares em 2026
Nova fiscalização pode transformar Bolsa Família e cortar benefícios irregulares em 2026 (Foto: Reprodução)

Nova fiscalização pode transformar Bolsa Família e cortar benefícios irregulares em 2026


Uma nova portaria do Governo Federal pode trazer novidades para o Bolsa Família em 2026, com o corte de benefícios irregulares. Trata-se da Rede Federal de Fiscalização do Programa Bolsa Família e do Cadastro Único, que quer combater fraudes no programa social com o cruzamento de dados para entender se as informações concedidas pelos beneficiários condizem com a realidade.


Dessa forma, a fiscalização vai cruzar dados obtidos no Cadastro Único (Cadúnico), para garantir que os benefícios cheguem ao público-alvo do programa. Para isso, a portaria traz o foco na ampliação da transparência, no aprimoramento dos mecanismos de controle e na qualificação das informações do Cadúnico.


Os bloqueios estão sendo feitos desde a aprovação do Plano de Ação 2026 da Rede Federal de Fiscalização do Programa Bolsa Família e do Cadastro Único, publicado no Diário Oficial no dia 24 de março.


No entanto, anteriormente já foram feitos bloqueios e cancelamentos. Em 2023, por exemplo, foram cancelados aproximadamente 3,7 milhões de benefícios por irregularidades, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e a Controladoria-Geral da União (CGU).


A portaria não especifica quem pode ter o benefício do Bolsa Família suspenso, mas a ideia é que o cruzamento de dados consiga identificar quem possui informações incorretas ou discrepantes cadastradas no programa.


Dessa forma, a portaria afirma que busca o “fortalecimento do acompanhamento das condicionalidades do Bolsa Família, o aprimoramento do tratamento de denúncias e irregularidades, a ampliação da participação social e o reforço do uso do Cadastro Único na vigilância socioassistencial nos territórios”.


Também não foram especificadas, nesta portaria, quais dados serão cruzados. No entanto, a averiguação no cadastro leva em consideração questões desde a declaração de família unipessoal até a renda acima das regras de elegibilidade do Bolsa Família.


Em anos anteriores, essas foram as bases de dados usadas para identificar irregularidade:


. Relação Anual de Informações Sociais (RAIS);

. Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho;

. Sistema de benefícios permanentes e auxílios pagos pelo INSS;

. Sistema de Controle de Óbitos (SISOBI);

. Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (SIAPE), de servidores públicos do governo federal;

. Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ).


Fonte: Portal NSC 


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