O que esperar da reta final da janela de mudanças para eleições em Santa Catarina
O que esperar da reta final da janela de mudanças para eleições em Santa Catarina
O que esperar da reta final da janela de mudanças para eleições em Santa Catarina
A reta final do prazo de desincompatibilização para quem deseja disputar as eleições movimenta a política catarinense nos próximos dias. Uma saída em bloco de secretários do primeiro escalão do governo Jorginho Mello (PL) que pretendem ser candidatos está prevista para ocorrer até o fim deste mês.
Além disso, sete deputados já aproveitaram o início da janela de transferência partidária, no dia 5 de março, para trocar de partido. Esse prazo de um mês é destinado a parlamentares que desejam mudar de sigla sem correrem risco de perder o mandato. Por fim, ao menos seis renúncias de prefeitos que pretendem concorrer a deputado ou ao governo estão confirmadas.
Uma das movimentações de destaque ocorreu na quinta-feira (26), quando João Rodrigues (PSD), confirmou a pré-candidatura com apoio do MDB, Progressistas e União Brasil. Os emedebistas terão a cadeira de vice, enquanto Esperidião Amin ficará com a indicação ao Senado Federal.
A legislação determina que secretários que ocupam cargos de primeiro escalão no governo e desejam concorrer nas eleições deixem o posto até 4 de abril, quando faltarão exatos seis meses para as eleições. Também é necessário que até esta data os pré-candidatos já estejam filiados ao partido pelo qual pretendem se candidatar. Embora ainda haja mais uma semana de prazo legal, o governo e a maioria dos partidos catarinenses informam que pretendem anunciar os movimentos até 30 de março.
As mudanças de partidos ou anúncios de pré-candidaturas indicam o que esperar da corrida pré-eleitoral e ajudam a definir os lados que os nomes devem tomar, entre apoio a governo ou oposição, por exemplo. O pesquisador em Cultura Política da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Daniel Pinheiro, aponta que as mudanças sacramentadas nesta fase do calendário eleitoral revelam figuras que já estavam atuando no planejamento das campanhas, mas que ainda não estavam visíveis ao eleitor.
"Esta é a janela que o eleitor deveria olhar com carinho porque costumam aparecer alguns traços do que veremos na eleição. Ela permite que o eleitor avalie: essa troca do político rompe com a minha ideologia, com o que eu acreditava?", pontua.
Uma das mudanças que deve ocorrer nos próximos dias é a saída de ao menos seis nomes de secretários do governo Jorginho. Eles devem ser candidatos a deputado federal ou estadual nas eleições e reforçar o projeto de busca pela reeleição.
A lista tem nomes como o ex-prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira (PL), que pretende concorrer a deputado federal, e os ex-prefeitos de Blumenau João Paulo Kleinübing e Mário Hildebrandt (PL), que devem concorrer a deputado federal e estadual, respectivamente.
Eles se juntam a outros dois nomes que já deixaram o governo no final de fevereiro: o ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, pré-candidato a deputado estadual, e Kennedy Nunes, ex-titular da Casa Civil, que ainda não tem papel definido, mas pode concorrer a deputado ou ser suplente de senador na chapa de Jorginho.
Outra mudança que precisa ocorrer até 4 de abril é a filiação dos pré-candidatos ao partido pelos quais desejam concorrer. Com a janela de transferência partidária aberta no início de março, muitos deputados aproveitaram para assinar a ficha de filiação em novas legendas, de olho no projeto eleitoral. O PL do governador Jorginho Mello, por exemplo, filiou três deputados estaduais e ainda pode abrigar o deputado federal Ismael dos Santos, atualmente no PSD, mas que discute possível troca.
Outro nome que está a definir o futuro é o deputado Sergio Guimarães (União Brasil), que vem sendo sondado para se filiar a legendas próximas do grupo político de Jorginho, como Republicanos e Podemos, mas não definiu qual caminho seguirá.
Outras mudanças previstas são as renúncias de prefeitos que pretendem concorrer a outros cargos, exigência da legislação eleitoral. Os casos mais comentados são o do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), agora oficialmente candidato ao governo de SC, e do prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), que será candidato a vice-governador na chapa de Jorginho Mello.
No entanto, a corrida pela Assembleia Legislativa também motiva prefeitos de cidades menores a deixarem o posto para tentarem uma cadeira de deputado estadual em outubro.
Os prefeitos de Mafra, Emerson Maas (MDB) e de Biguaçu, Salmir da Silva (Republicanos), e a prefeita de Canoinhas, Juliana Maciel (PL) são os três exemplos que já confirmaram a renúncia nos próximos dias para ficarem aptos a participar das eleições. Além deles, ao menos outros quatro nomes ainda avaliam renunciar para disputar cargos de deputado. O prefeito de Xaxim, Chico Folle (MDB), afirma que é pré-candidato a deputado estadual e já até lançou o projeto em evento no ano passado, mas afirma que vai aguardar a confirmação final do partido para sacramentar a renúncia, que precisa ocorrer até 4 de abril.
Em Concórdia, o prefeito Edilson Massocco (PL), que renunciou ao cargo de deputado em 2024 para concorrer à prefeitura, ainda cogita uma possível saída da cadeira de prefeito para tentar se eleger novamente deputado. Ele afirma que o projeto é um apelo da população da região, mas que ainda não tomou a decisão.
Em Itapiranga, o prefeito Alexandre Ribas (PL) era pré-candidato a deputado e tinha renúncia prevista, mas nas últimas semanas acertou com o governador Jorginho o lançamento da esposa dele, Flávia Müller Ribas, como pré-candidata e decidiu continuar na prefeitura.
Por fim, o Republicanos ainda tem dois prefeitos que estariam avaliando concorrer ou não a deputado, o presidente estadual da sigla, deputado Jorge Goetten, no entanto, prefere não divulgar os nomes e nem as regiões de origem.
"Eles estão avaliando os movimentos de outros candidatos nas suas regiões", resume.
Fonte: Portal NSC
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