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Guerra eleva custo do combustível importado e preços começam a subir para o consumidor

Guerra eleva custo do combustível importado e preços começam a subir para o consumidor

Guerra eleva custo do combustível importado e preços começam a subir para o consumidor
Guerra eleva custo do combustível importado e preços começam a subir para o consumidor (Foto: Reprodução)

Guerra eleva custo do combustível importado e preços começam a subir para o consumidor


A guerra no Oriente Médio, que continua com ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã e envolve outros países, começou a pressionar preços dos combustíveis no mercado internacional ainda na semana passada. Como no Brasil distribuidoras de combustíveis importam cerca de 30% do diesel e em torno de 15% da gasolina consumida, essas compras continuam apesar dos preços mais altos. Então, esses custos maiores já estão chegando aos consumidores.


A Petrobras, que é a principal fornecedora, não reajustou seus preços, mas a expectativa é de que fará isso em breve. Mesmo ela mantendo preços, o mercado é afetado pela alta dos combustíveis importados.


O empresário Paulo Chiodini, presidente do conselho da Agricopel e da distribuidora Meme Raízen, de Jaraguá do Sul, informa que o grupo segue importando combustível e enfrenta preços altos desde a semana passada. Segundo ele, a empresa está importando normalmente porque o “o mais caro é ficar sem combustível”.


"Estamos importando normalmente para atender nossos clientes da bandeira Shell. Em função da guerra, o produto está chegando mais caro ao revendedor e vai chegar mais caro também para o consumidor", afirma Chiodini.


O presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis e Derivados da Grande Florianópolis (Sindipolis), Vicente Santana, informa que esses valores maiores estão sendo repassados pelas distribuidoras aos postos e os preços do óleo diesel para o consumidor começaram a subir.


De acordo com Santana, os aumentos variam de R$ 0,60 a R$ 1,00 por litro de diesel em parte dos postos de SC. Existem pressões também para elevar os preços da gasolina e do etanol nessa fase de conflitos no Oriente Médio. Ele lamenta que muitos culpam os postos por causa da alta de preços, mas eles apenas repassam custos.


"Os postos são o agente final da cadeia de produção e comercialização de combustíveis. O combustível tem cinco agentes que impactam. A Petrobras, tanto na exploração quanto no refino, depois vem a usina que fornece 30% e etanol, depois vem os impostos, que somam R$ 2,25, a distribuidora e, por último, o preço final do posto", explica Santana.


Ele disse entender que a situação é complexa para muitas pessoas e empresas diante dessa guerra. A expectativa é de que ela seja encerrada logo para acabar com essa alta de combustíveis. O mesmo espera Paulo Chiodini porque o presidente dos Estados Unidos está prometendo que a guerra vai se encerrar logo.


Segundo Paulo Chiodini, o diesel e a gasolina importados vêm de diversos mercados, como a Rússia, Golfo do México e Oriente Médio. Como os países do Oriente Médio não estão fornecendo, existe oferta menor, o que pode levar a menor oferta de produto também no Brasil.


Fonte: Portal NSC 


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