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Projetos executivos para cinco ribeirões avançam e devem embasar obras de desassoreamento em Rio do Sul

Empresa já iniciou levantamentos técnicos nos ribeirões Taboão e Tigre; município prevê concluir projetos em até 120 dias e lançar licitação das obras ainda no primeiro semestre

Projetos executivos para cinco ribeirões avançam e devem embasar obras de desassoreamento em Rio do Sul
Projetos executivos para cinco ribeirões avançam e devem embasar obras de desassoreamento em Rio do Sul (Foto: Reprodução)

A Prefeitura de Rio do Sul deu início à elaboração dos projetos executivos de contenção, retaludamento e desassoreamento de cinco ribeirões do município: Bela Aliança, Cobras, Tigre, Itoupava e Taboão. A ordem de serviço foi entregue à empresa vencedora no dia 4 de fevereiro e os trabalhos já começaram, com levantamentos de campo, topográficos e batimétricos nos ribeirões Taboão e Tigre.

A reunião técnica prevista no cronograma foi realizada no dia 18 de fevereiro, com visita in loco aos cursos d’água. O encontro reuniu técnicos da Defesa Civil e representantes da empresa contratada para definir as áreas a serem estudadas, conforme as necessidades verificadas em cada trecho.

O contrato prevê que os serviços sejam executados em duas etapas, com prazo total de até 120 dias corridos. A primeira fase, com duração de até 60 dias após a ordem de serviço, contempla o projeto básico das intervenções, incluindo levantamento topográfico com estaqueamento a cada 20 metros, levantamento batimétrico para dimensionamento do desassoreamento, identificação de acessos e possíveis pontos de contenção, além da análise de questões ambientais.

A segunda etapa, também com prazo de 60 dias após a aprovação da fase anterior, abrange a entrega do projeto executivo completo, memorial descritivo, relatórios técnicos, orçamento detalhado conforme tabelas oficiais e cronograma físico-financeiro. O pagamento será feito por etapa concluída e aprovada, sendo 25% do valor após a primeira fase e 75% após a entrega final.

A sequência de execução dos trabalhos foi definida pela empresa com base em critérios logísticos, como deslocamento de equipes e equipamentos. Segundo o secretário de Segurança Pública, Mário Ponticelli Júnior, a prioridade técnica dos projetos será o desassoreamento, o retaludamento das margens e a aplicação de biomanta e hidrossemeadura para estabilização dos taludes. “As contenções serão previstas apenas quando houver necessidade, como em cabeceiras ou pontos críticos identificados nos estudos”, explicou.

Embora ainda não haja estimativa consolidada para o custo das obras — que dependerá dos orçamentos a serem apresentados nos projetos executivos —, o Município conta com portaria estadual que prevê até R$ 4 milhões para intervenções nos ribeirões. A intenção, segundo Ponticelli, é atender todos os cursos d’água contemplados com os recursos disponíveis, de forma proporcional.

Concluídos e aprovados os projetos, o próximo passo será a abertura de processo licitatório para contratação das obras. A expectativa, em cenário otimista, é lançar as licitações ainda no primeiro semestre, possivelmente até julho.

Prevenção e planejamento

Além de orientar as futuras intervenções, os estudos técnicos devem fornecer informações inéditas sobre as características físicas dos ribeirões. “Na confecção dos projetos, realizam-se estudos que nunca foram feitos no município. Isso permitirá conhecer melhor os aspectos físicos de cada ribeirão e buscar a solução mais adequada para retomar sua forma original, promovendo maior fluidez da água e resolvendo pontualmente problemas de alagamentos e erosões que atingem residências e estruturas públicas”, destacou o secretário.

O prefeito Manoel Arisoli Pereira avalia que a elaboração de projetos executivos completos representa uma mudança de paradigma na gestão do risco de cheias. “O processo de estudos que envolve a confecção de projetos executivos é fundamental para garantir intervenções mais duradouras e adequadas à realidade de cada ribeirão. Esse conhecimento técnico permite agir com responsabilidade e respeito ao meio ambiente”, afirmou.

Ele acrescenta que a Defesa Civil municipal vem passando por um processo de transformação. “Antes nossa atuação era muito focada na resposta aos desastres. Hoje buscamos atuar com mais eficiência na prevenção, com profissionalização dos serviços e planejamento estruturado para reduzir os impactos das cheias”, concluiu.


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