Educação profissional no Brasil cresce mais de 68% em cinco anos
Educação profissional no Brasil cresce mais de 68% em cinco anos
Educação profissional no Brasil cresce mais de 68% em cinco anos
O Censo Escolar 2025, realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostra evolução no número de matrículas da educação profissional e tecnológica (EPT). Os dados apontam para um salto 68,4% em cinco anos.
Em 2021, o país contabilizava 1.892.458 matrículas totais. Em 2025, esse número atingiu a marca de 3.187.976 alunos.
Os dados da primeira etapa do Censo Escolar 2025 foram divulgados na quinta-feira (26), em Manaus, pelo Ministério da Educação (MEC) e o Inep.
Os cursos técnicos podem ser desenvolvidos de forma articulada e integrada com o ensino médio. Pode ser concomitante com o ensino médio para os estudantes que vão iniciá-lo ou já estejam cursando essa etapa de ensino.
Há, ainda, o modelo de ensino subsequente, para aqueles estudantes que concluíram o ensino médio.
A oferta pode ser tanto na mesma escola quanto em instituições de ensino distintas.
O Censo Escolar 2025 mostrou que o modelo de ensino médio articulado ao itinerário formativo técnico profissional (curso técnico junto com o ensino médio) é líder absoluto, somando 1.200.606 matrículas, em 2025.
Logo em seguida, destacam-se, no ano passado:
. curso técnico subsequente, com 832.032 alunos, que atende aqueles que já concluíram o ensino médio e buscam especialização;
. itinerário formativo articulado (qualificação profissional): registrou 517.422 matrículas;
. ensino médio na modalidade do magistério tive 32.529 matrículas.
O gerente de Articulação, Advocacy, Monitoramento e Avaliação do Itaú Educação e Trabalho, Diogo Jamra, celebra o aumento de 57% nas matrículas da Educação Profissional e Tecnológica integrada ao ensino médio, no comparativo de 2025 com 2024.
“O crescimento foi ainda maior, de 61,04% na rede pública. Esses dados nos mostram um crescimento acelerado e de forma consistente da EPT no Brasil”, comemora.
Os cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) integrados à modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) no ensino médio somaram, em 2025, mais de 134,9 mil matrículas, o que também reforça a requalificação para públicos que estão fora da idade escolar regular.
A pesquisa computa que o setor de educação profissional técnica de nível médio no Brasil revela uma concentração significativa em áreas ligadas ao mercado corporativo e à saúde.
Os quatro principais eixos tecnológicos que lideraram as matrículas no país, em 2025, foram:
. gestão e negócios: é o líder, com 28,9% das matrículas, somando 534.056 estudantes no ensino público e mais 177.015 no privado;
. ambiente e saúde: ocupa a segunda posição, com 711.071 (sendo 177.671 matrículas públicas e 326.327 na rede privada);
. informação e comunicação: o eixo conta com 424.628 alunos (348.698 alunos na rede pública e 75.930 na privada);
. controle e processos industriais: registra 292.383 estudantes (159.767 matrículas públicas e 132.616 privadas.
Dentro desses eixos, as carreiras que atraem mais estudantes para EPT são:
. administração (eixo gestão e negócios): é o curso mais procurado da lista, com um total de 395.059 alunos, sendo amplamente ofertado pela rede pública (327.924).
. enfermagem (eixo ambiente e saúde): soma 298.699 matrículas e tem forte predominância da rede privada, com 241.455 desses alunos.
. informática (eixo informação e comunicação): registra 167.134 estudantes, sendo 141.593 matrículas na rede pública;
. desenvolvimento de sistemas (eixo informação e comunicação): com 150.864 matriculados.
O gerente de Articulação, Advocacy, Monitoramento e Avaliação do Itaú Educação e Trabalho, Diogo Jamra, ressalta que essa é uma etapa escolar extremamente importante para a formação das juventudes do Brasil, como um caminho para a inserção no mundo do trabalho de forma digna.
“A educação profissional e tecnológica não encerra a evolução educacional do estudante, pelo contrário, o impulsiona a continuar os estudos e, se tiver interesse, cursar o ensino superior", disse.
Fonte: Portal Agência Brasil
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