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Crise da nova CNH: procura despenca 80% e autoescolas fecham em Santa Catarina

Crise da nova CNH: procura despenca 80% e autoescolas fecham em Santa Catarina

Crise da nova CNH: procura despenca 80% e autoescolas fecham em Santa Catarina
Crise da nova CNH: procura despenca 80% e autoescolas fecham em Santa Catarina (Foto: Reprodução)

Crise da nova CNH: procura despenca 80% e autoescolas fecham em Santa Catarina


A flexibilização das regras para tirar a carteira de motorista no Brasil já começa a impactar diretamente as autoescolas do Norte de Santa Catarina. Segundo representantes do setor, a procura pelos serviços caiu até 80% desde o início das mudanças no processo da CNH, levando inclusive ao fechamento de unidades.


De acordo com José Roberto Vieira, presidente da ACFCJ (Associação dos Centros de Formação de Condutores de Joinville e Região), a crise tem sido rápida e intensa. A entidade reúne 17 redes de autoescolas em cidades como Itapoá, São Francisco do Sul, Balneário Barra do Sul, Araquari, Garuva e Joinville.


Segundo Roberto, duas unidades que faziam parte da associação já fecharam desde que as novas regras passaram a valer e outras duas estão em processo de encerramento das atividades. A Autoescola Príncipe, de sua propriedade, que tinha sete unidades, precisou fechar uma delas após a queda na demanda.


Os dados apresentados pela associação no Norte de SC mostram a velocidade da redução na procura:


Setembro: queda de 50%

Outubro: queda de 70%

Novembro: queda de 80%

Janeiro: queda de 80%


"Para alcançar o público, temos tentado por meio das redes sociais, mas não tem dado muito retorno. Recebemos uma procura ou outra”, afirma Roberto.


José Roberto lamenta a queda na procura e demonstra preocupação. Segundo ele, as autoescolas têm um papel importante na formação segura dos futuros motoristas.


Além das aulas práticas, os centros de formação oferecem acompanhamento profissional, orientação sobre comportamento no trânsito e uma preparação gradual para situações reais das ruas.


De acordo com o presidente da associação, esse processo estruturado ajuda a reduzir riscos e faz com que os alunos saiam mais preparados e confiantes para dirigir após a habilitação. Para ele, a principal preocupação é que a possibilidade de treinamento fora das autoescolas possa diminuir o nível de preparação dos novos motoristas.


"A principal preocupação é a segurança, tanto de quem está no carro quanto dos pedestres. Além disso, quando acontece algum problema com um aluno em processo de aprendizagem, a responsabilidade jurídica recai sobre o CNPJ da autoescola. Por isso, a matrícula e o acompanhamento pela escola trazem mais segurança”, afirma Roberto.


Ele também destaca que o modelo tradicional garante que o aluno seja acompanhado por profissionais capacitados durante todo o processo de aprendizagem.


Fonte: Portal ND 


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