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Ministério Público instaura inquérito para apurar regularização de estações de tratamento da Casan no Alto Vale

Procedimento foi aberto pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Ituporanga e envolve unidades da companhia em três municípios; até o momento, a Casan não se manifestou

Ministério Público instaura inquérito para apurar regularização de estações de tratamento da Casan no Alto Vale
Ministério Público instaura inquérito para apurar regularização de estações de tratamento da Casan no Alto Vale (Foto: Reprodução)

O Ministério Público de Santa Catarina instaurou o Inquérito Civil nº 06.2026.00000308-4 para apurar a regularização das estações de tratamento de água mantidas pela Companhia Catarinense de Água e Saneamento (Casan) nos municípios de Ituporanga, Vidal Ramos e Petrolândia.


O extrato de instauração foi publicado no Diário Oficial do MPSC e informa que o procedimento tramita na 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Ituporanga, sob responsabilidade da promotora de Justiça Renata Bezerra Marinho de Oliveira.


De acordo com o documento, o objetivo do inquérito é apurar a regularização das estações de tratamento de água operadas pela companhia nos três municípios do Alto Vale do Itajaí. O procedimento deverá verificar se as estruturas atendem às exigências legais e ambientais vigentes, além de avaliar eventuais pendências administrativas ou técnicas relacionadas ao funcionamento das unidades.


O inquérito civil é um instrumento utilizado pelo Ministério Público para investigar possíveis irregularidades e reunir informações antes da adoção de medidas judiciais ou extrajudiciais. Durante a tramitação, podem ser requisitados documentos, laudos técnicos, informações de órgãos ambientais e esclarecimentos por parte da concessionária responsável pelo serviço.


A apuração ocorre em um contexto em que o saneamento básico e a qualidade da água são considerados serviços essenciais à população, com impacto direto na saúde pública e no meio ambiente. Caso sejam constatadas irregularidades, o Ministério Público poderá recomendar ajustes, firmar termos de compromisso ou propor ação civil pública.


A reportagem procurou a Casan para comentar o assunto, mas até o momento da publicação não houve manifestação da companhia sobre a instauração do inquérito. O espaço permanece aberto para posicionamento.

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