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Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo reforça prevenção, informação e acesso ao tratamento em Rio do Sul

Diretor do CAPS destaca importância do diálogo e do cuidado contínuo; serviço oferece acolhimento imediato e tratamento gratuito

Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo reforça prevenção, informação e acesso ao tratamento em Rio do Sul
Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo reforça prevenção, informação e acesso ao tratamento em Rio do Sul (Foto: Reprodução)

O Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, celebrado em 20 de fevereiro, reforça a importância da prevenção, da informação qualificada e do cuidado contínuo para reduzir os danos causados pelo uso de álcool e outras drogas. A data chama atenção para os impactos da dependência química na saúde, nas famílias e na comunidade, e reforça que o enfrentamento deve ser feito como uma questão de saúde pública, e não como objeto de julgamento ou punição.

O diretor de Atenção à Saúde Mental da Secretaria de Saúde de Rio do Sul e diretor do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), Rômulo Augusto Borges, afirma que “o consumo dessas substâncias pode comprometer a saúde física e mental, afetar vínculos familiares, o desempenho escolar e profissional, além de aumentar situações de violência e vulnerabilidade social”. Segundo ele, o enfrentamento passa pelo diálogo aberto, orientação às famílias, identificação precoce de sinais de risco e acesso ao tratamento adequado. “Se você ou alguém próximo precisa de ajuda, procure a sua unidade de saúde. Buscar apoio é um passo de coragem e pode transformar trajetórias. Prevenir e cuidar é responsabilidade de todos”, destaca.

Para o CAPS de Rio do Sul, a dependência química é uma doença com dimensões clínicas, sociais e comportamentais. Como tal, exige tratamento especializado e um olhar atento às múltiplas necessidades do paciente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cada dependente químico afeta negativamente de quatro a cinco pessoas ao seu redor, o que torna evidente a dimensão familiar e social do problema. “Os familiares adoecem tanto ou até mais que o próprio dependente”, observa a equipe do CAPS.

A dependência química não tem perfil único. Pode atingir pessoas de diferentes idades, sexos e classes sociais, e por isso a atenção precisa ser ampla e acessível. O uso abusivo de álcool e outras drogas está associado a uma série de consequências para a saúde e para a vida social, como depressão, ansiedade, doenças clínicas associadas, vulnerabilidade social, desemprego, conflitos familiares e perda de vínculos.

CAPS como referência municipal

Em Rio do Sul, o CAPS é a referência municipal para o tratamento da dependência química. É o local onde o paciente encontra atendimento especializado, realizado por uma equipe multidisciplinar. O serviço funciona em regime de “porta aberta”, ou seja, o paciente pode procurar atendimento sem necessidade de encaminhamento, embora também receba encaminhamentos quando necessário.

Ao chegar ao CAPS pela primeira vez, o paciente é acolhido no mesmo dia. Caso seja identificada a necessidade de tratamento para dependência química, ele é encaminhado para o início imediato do acompanhamento. O tratamento é singular, com estratégias diferentes conforme o perfil e a condição de cada paciente, e envolve atendimento médico, uso de medicamentos quando indicado e atividades que abordam aspectos sociais e comportamentais. Grupos de apoio semanais, tanto para usuários quanto para familiares, são parte essencial do processo, contribuindo para a efetividade do cuidado.

A família como parte do tratamento

A participação da família é considerada fundamental no processo de recuperação. O CAPS realiza atendimento semanal para familiares por meio de grupos de apoio, nos quais são revisados hábitos e condutas, além de ser trabalhada a saúde mental do cuidador. A equipe ressalta que o suporte familiar é importante, desde que feito de forma correta, pois oferecer “zona de conforto” ao dependente químico, sem limites e regras, pode favorecer a continuidade do uso de substâncias.

Além do tratamento para dependência química, o CAPS de Rio do Sul atende a todos os transtornos graves e de longa permanência em saúde mental. O serviço é gratuito, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e está aberto a qualquer pessoa que necessite de atendimento, com ou sem encaminhamento.

Como buscar ajuda

O CAPS de Rio do Sul está localizado na Rua Júlio Roussenq Filho, nº 517, no bairro Jardim América. O atendimento é realizado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 12h e das 13h às 17h. A população pode procurar o serviço diretamente, sem burocracia, e receber acolhimento imediato. Para mais informações, o telefone de contato é (47) 3525-3645. A Prefeitura reforça que a prevenção, o acesso ao tratamento e a redução do preconceito são passos essenciais para enfrentar a dependência química com responsabilidade e humanidade.


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