Direita brasileira teme fracasso de Trump perto da eleição
Direita brasileira teme fracasso de Trump perto da eleição
Direita brasileira teme fracasso de Trump perto da eleição
Lideranças da direita temem que uma intervenção malsucedida dos Estados Unidos na Venezuela prejudique o grupo na eleição de 2026. Correligionários e aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, querem explorar a queda do presidente Nicolás Maduro e a ligação dele com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas temem se tornar alvo de críticas caso a crise perdure até o pleito de outubro.
Sob reserva, políticos da direita consideram que é preciso observar a situação com cuidado. O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu administrar a Venezuela por um período de transição. O temor é que a intervenção estrangeira não ajude ou piore a crise econômica no país, com possível nova crise de refugiados, dando à esquerda uma plataforma para criticar a direita, que apoiou o ataque de Washington.
O governo Lula, por sua vez, se prepara para explorar da sua maneira a intervenção de Trump. O petista condenou o ataque e a captura de Maduro e planeja, para a eleição, uma nova campanha de defesa nacional. Seria uma reedição, em nível de América Latina, do discurso anti-intervenção adotado com sucesso após o tarifaço imposto pelos EUA ao Brasil.
O resultado dependerá, justamente, das consequências do ataque. Se a intervenção melhorar a situação social na Venezuela, pelo menos até a eleição, a tendência é de que a direita tenha uma vitrine para explorar e uma frente de desgaste para Lula. Em caso de piora, temem que o tiro saia pela culatra, com o petista fortalecido.
Há precedente para esse temor. Os EUA invadiram o Iraque em 2003 e conseguiram derrubar o regime de Saddam Hussein. A queda, porém, foi sucedida por anos de instabilidade, conflitos e ascensão de grupos extremistas, como o Estado Islâmico (EI).
Nesse domingo (4/1), Donald Trump indicou que o conflito pode estar longe do fim. Ele ameaçou a atual comandante do país, Delcy Rodríguez, e afirmou que a vice de Nicolás Maduro poderá pagar um “preço alto” se não colaborar com os planos dos Estados Unidos.
Fonte: Portal Metrópole
Reportagem: Augusto Tenório
Foto: Portal Brasil de Fato
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