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Rio do Sul registra maior volume de exportações desde 2014

Com US$ 151,6 milhões em 2025, empresas ampliam participação na América do Norte e no Oriente Médio e reduzem dependência da Ásia

Rio do Sul registra maior volume de exportações desde 2014
Rio do Sul registra maior volume de exportações desde 2014 (Foto: Reprodução)

Com um volume que ultrapassou os US$ 151,6 milhões, as empresas rio-sulenses tiveram em 2025 o melhor ano em exportações desde 2014. Em relação ao ano de 2024 o aumento foi de 0,68%, mantendo a capital do Alto Vale como a décima com maior volume exportado entre as cidades catarinenses. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

O melhor ano da história para as exportações rio-sulenses foi 2011, com US$ 174,9 milhões. Naquela oportunidade, o município ficou na sétima colocação entre as cidades catarinenses que mais exportaram.

O setor alimentício, principalmente as carnes, liderou com 64,1% dos itens exportados, seguido de máquinas e aparelhos mecânicos (17,46%), tabaco (11,82%) e obras em madeira (5,05%). O restante dos 29 grupos de produtos tem menos de 1,6% de representatividade total.

A Ásia, exceto os países do oriente médio, possui a maior fatia de mercado com 47,74% do total de vendas ao exterior, seguido da América do Norte (22,55%), América do Sul (13,68%), Oriente Médio e Europa (8,01% e 6,68% respectivamente). América Central, África e Oceania, detém menos de 1% cada.

Apesar da liderança, a Ásia perdeu participação em 2025 comparado a 2024, quando o continente tinha um total de 50,07% do volume de negociações. Já a América do Norte teve aumento na participação de 6% e o Oriente Médio de 2,4% em 2025 se comparadas com o ano anterior.

Em termos de destino, a Ásia foi sempre o principal bloco, mas perdeu fôlego em 2025. O movimento mais forte do período é o da América do Norte, que cresce de forma contínua e acelerada. Outro destaque foi o Oriente Médio, em uma alta de 44,48%.

Cenário estadual

Em relatório divulgado em 6 de janeiro de 2026, a FIESC explica que essa mudança de participação entre blocos é compatível com um movimento de diversificação de mercados, em um cenário internacional desafiador, sujeito a tarifas, sanções e barreiras sanitárias que influenciam demanda e fluxo logístico. As empresas reduzem dependência de um único mercado e aumentam alternativas comerciais para manter estabilidade nas exportações.

A FIESC explica ainda que assim como a diversificação de mercados e de produtos, o resultado positivo da balança comercial catarinense, que teve incremento de 4,4% no volume de vendas, foi também favorecido pelo câmbio.


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