Orçamento de universidades federais para 2026 tem corte de R$ 488 milhões e ameaça UFSC
Orçamento de universidades federais para 2026 tem corte de R$ 488 milhões e ameaça UFSC
Orçamento de universidades federais para 2026 tem corte de R$ 488 milhões e ameaça UFSC
A versão final do orçamento do governo federal para 2026 foi aprovado com um corte de R$ 488 milhões para as universidades federais de todo o país. A mudança representa um corte de 7,05% na chamada verba discricionária, não obrigatória, de livre administração das instituições e que envolve gastos como conta de luz, água, bolsas de estudo e compra de equipamentos.
A mudança foi aprovada durante a votação do orçamento no Congresso Nacional, na semana passada. O valor inicial previsto para as universidades, de R$ 6,89 bilhões, foi reduzido para R$ 6,43 bilhões. No total, as 69 universidades federais são afetadas, mas os cortes foram aplicados de forma desigual.
A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que representa os reitores das universidades federais brasileiras, divulgou nota nesta sexta-feira (23) alertando para o caso. Segundo a entidade, responsável pela análise prévia que identificou a redução orçamentária, os cortes “agravam um quadro já crítico”.
A entidade alerta para o fato de que, se não houver recomposição no valor previsto, as universidades federais terão orçamento inferior nominalmente ao executado em 2025, desconsiderando inflação e reajustes obrigatórios de contratos de serviços que as instituições precisam manter ano a ano.
Impactos na UFSC:
Em entrevista ao programa Conversas Cruzadas, do apresentador Renato Igor, na CBN Floripa, na segunda-feira (22), o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza, antecipou o cenário preocupante e deu detalhes da abrangência do corte nos valores previstos para a instituição catarinense. Segundo ele, inicialmente o orçamento de custeio e de investimentos para a UFSC em 2026 seria de R$ 177,5 milhões, mas com o corte de 7% do valor, o valor previsto caiu para R$ 164,6 milhões.
A quantia é inferior até mesmo aos R$ 171 milhões que a universidade teve para trabalhar em 2025, e que já exigiu a criação de uma comissão para revisar contratos, o corte de pagamento de diárias de viagens e o adiamento de contas para o ano que vem para a instituição poder fechar o ano. O reitor afirmou que tem pagado inclusive as despesas das próprias viagens a trabalho para evitar onerar o orçamento da instituição.
Segundo Irineu, com essa perspectiva de corte para 2026, a gestão já prepara uma nova etapa de análise de revisão de gastos para poder se adaptar. Apesar disso, a esperança é de que a pressão junto ao governo federal consiga reverter o corte no orçamento das universidades.
"Já vamos iniciar novamente uma nova comissão para rever os contratos, e também buscar ampliar essa economia nas diárias de passagens. As universidades públicas são o maior patrimônio do país e precisamos mantê-las", afirmou o reitor na entrevista.
Fonte: Portal NSC
Reportagem: Jean Laurindo
Foto: UFSC Campus Araranguá
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