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"As universidades são brancas", diz secretária de Educação ao defender cotas raciais em SC

"As universidades são brancas", diz secretária de Educação ao defender cotas raciais em SC

"As universidades são brancas", diz secretária de Educação ao defender cotas raciais em SC
"As universidades são brancas", diz secretária de Educação ao defender cotas raciais em SC (Foto: Reprodução)

"As universidades são brancas", diz secretária de Educação ao defender cotas raciais em SC


Em meio às discussões sobre as formas de ingresso em universidades públicas estaduais, a secretária de Educação de Santa Catarina, Luciane Bisognin Ceretta, se posicionou favorável às políticas de cotas e ações afirmativas para pessoas negras e indígenas nesta segunda-feira (15).


A secretária reconheceu que qualquer debate envolvendo cotas necessita de uma avaliação densa. “Avalio que temos uma dívida histórica, por exemplo, com a população negra e indígena. Avalio ainda que o acesso deles à universidade é algo muito importante”, afirmou.


A entrevista foi dada ao Programa Adelor Lessa, da Rádio Som Maior, de Criciúma, em que Ceretta disse que “nossas universidades são brancas” e que “precisamos dessas pessoas (negros e indígenas) lá dentro”.


O efeito das ações afirmativas nas universidades de Santa Catarina apresenta resultados sólidos nos últimos anos. Desde a adoção da reserva de vagas em 2011, a Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) quase triplicou a quantidade de estudantes negros.


A proposta aprovada na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) na quarta-feira (10) coloca em risco a política das cotas raciais ao limitar as reservas a PCDs (Pessoas com Deficiência), baseadas exclusivamente em critérios socioeconômicos e a alunos oriundos de escolas estaduais públicas de ensino médio.


Segundo o painel estatístico Censo da Educação Superior do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), em 2010, último ano antes da adoção das cotas raciais, os alunos negros da Udesc representavam apenas 6,4% das matrículas.


Quinze anos após a política de cotas raciais ser aplicada, o cenário apresentou um aumento de mais de 11 pontos percentuais. Em 2024, os negros passaram a ser 17,6% dos alunos matriculados na universidade.


Apesar do aumento considerável da presença negra na Udesc (passando de 667 para 1.712 alunos entre 2010 e 2024), a proporção (17,6%) continua abaixo do percentual do grupo em Santa Catarina, que é de 23,2%, segundo o censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2022.


Fonte: Portal ND

Foto: Vicente Schmitt/Agência Al/Divulgação


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