Vendas brasileiras para a China disparam 41% e deixam EUA para trás após tarifaço
Vendas brasileiras para a China disparam 41% e deixam EUA para trás após tarifaço
Vendas brasileiras para a China disparam 41% e deixam EUA para trás após tarifaço
As exportações brasileiras para a China cresceram 41% em novembro de 2025, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, alcançando US$ 8,27 bilhões, segundo dados oficiais da Secex/MDIC (Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), divulgados nesta quinta-feira (4). Já as vendas para os Estados Unidos caíram 28,1%, totalizando US$ 2,66 bilhões, o que evidencia a diferença de trajetória entre dois dos principais destinos das vendas brasileiras para o exterior.
A China reforça, assim, sua posição como maior parceiro comercial do Brasil. Em novembro, respondeu por cerca de 29% das exportações totais, ajudando a impulsionar o resultado geral da balança comercial do mês. Os Estados Unidos, por sua vez, perderam participação relativa, afetados por menor demanda por determinados produtos e pelos efeitos do tarifaço imposto pelo governo norte-americano aos bens brasileiros.
O salto das exportações para a China está ligado ao desempenho de produtos como soja e outros grãos, carnes, minérios, óleos combustíveis e semimanufaturados industriais. Esses itens fazem parte da lista de compras tradicionais do gigante asiático, com grande demanda naquele mercado, o que vem garantindo fluxos relativamente estáveis, mesmo em períodos de oscilação global.
Enquanto isso, as vendas para os Estados Unidos sofreram impacto da menor demanda por produtos industriais, da redução dos embarques de óleos combustíveis e minério de ferro e da desaceleração em setores sensíveis a preço, em grande medida pela aplicação das tarifas norte-americanas. A combinação de menor competitividade e sobretaxa de 50% sobre parte dos produtos brasileiros pressionou o desempenho no mercado norte-americano.
O comportamento distinto nos dois mercados reforça a tendência observada nos últimos anos: a China ampliando sua centralidade no comércio exterior brasileiro e os EUA oscilando de acordo com ciclos industriais internos e estratégias tarifárias do governo de turno. Para o Brasil, isso significa um grau maior de dependência do mercado asiático em momentos de tensão com Washington.
Em discurso nesta quinta-feira (4), no Conselhão (Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável), o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, destacou que a defesa do interesse exportador brasileiro tem guiado as conversas bilaterais. Segundo ele, medidas como reversões de tarifas norte-americanas e a abertura de novos mercados são essenciais para “remover produtos brasileiros do tarifaço”.
“Mesmo com o tarifaço, no mês de outubro cresceu 9,1% a exportação brasileira. Nós vamos bater recorde este ano na exportação brasileira. O presidente Lula, na sua conversa com o presidente Trump e na defesa intransigente do interesse do nosso país, tem avançado”, garantiu Alckmin.
O avanço chinês compensou boa parte da queda nas vendas para os EUA. A China ampliou a corrente de comércio bilateral em novembro, enquanto o superávit brasileiro com o país asiático manteve trajetória ascendente. Ainda assim, o recuo norte-americano reduziu o saldo positivo em relação a meses anteriores.
Somado ao desempenho de outros mercados, esse movimento consolidou novembro como um indicador decisivo para o resultado anual da balança comercial em 2025, evidenciando o peso crescente da China nas contas externas brasileiras.
Fonte: Portal ND
Foto: Divulgação/ND
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