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João Rodrigues anuncia data da renúncia e garante disputa pelo governo de SC: “Não tem mais volta”

João Rodrigues anuncia data da renúncia e garante disputa pelo governo de SC: “Não tem mais volta”

João Rodrigues anuncia data da renúncia e garante disputa pelo governo de SC: “Não tem mais volta”
João Rodrigues anuncia data da renúncia e garante disputa pelo governo de SC: “Não tem mais volta” (Foto: Reprodução)

João Rodrigues anuncia data da renúncia e garante disputa pelo governo de SC: “Não tem mais volta”


O prefeito de Chapecó, João Rodrigues, reafirmou sua pré-candidatura ao governo de Santa Catarina durante o encontro estadual do PSD, realizado na noite desta quarta-feira em São José. Em tom definitivo, ele anunciou que deixará o comando da prefeitura no dia 23 de março de 2026 para se dedicar integralmente à campanha eleitoral.


"Agora não tem mais volta. Eu não posso mobilizar tanta gente, como fizemos em Chapecó, Criciúma e Balneário Camboriú, e depois recuar", declarou João Rodrigues.


O pré-candidato adotou um discurso crítico em relação à gestão do governador Jorginho Mello (PL), contrastando o superávit financeiro com problemas sociais.


"Como se explica R$ 15 bilhões em caixa e os moradores de rua tomando conta da Capital? Por que o governo do Estado não investe nisso? É mais do que dinheiro, tem que ter projeto", questionou, minimizando repasses estaduais e convênios com prefeituras como uma relação estritamente institucional.


João Rodrigues também aproveitou a entrevista para fazer um aceno direto à deputada federal Caroline de Toni (PL), que avalia a migração para o Novo para garantir a candidatura ao Senado, espaço ainda não assegurado no PL.


O prefeito de Chapecó elogiou a parlamentar, classificando-a como “preparadíssima”, e explorou o impasse na base governista: “Ela já foi rejeitada lá”. Rodrigues apelou aos “princípios” e ao “amor próprio” da deputada para tentar atraí-la ao projeto do PSD, sugerindo que ela encontrará em seu grupo o protagonismo que lhe tem sido negado no partido do governador.


O presidente estadual do PSD, Eron Giordani, reforçou a coesão interna em torno do projeto. Para o dirigente, as dúvidas sobre a candidatura de João Rodrigues são narrativas externas que não encontram eco dentro da legenda.


"A dúvida nunca existiu dentro do partido. Esse quarto evento estadual fecha o ano consolidando um projeto que iniciamos antes mesmo da eleição municipal", avaliou.


Giordani confirmou a data de 23 de março como o marco para a desincompatibilização de João Rodrigues e destacou o apoio das bancadas e de prefeitos de colégios eleitorais importantes, como o ex-prefeito Clésio Salvaro (Criciúma), os prefeitos Leonel Pavan (Camboriú), Juliana Pavan (Balneário Camboriú) e o anfitrião da noite, Orvino Coelho de Ávila.


Juliana Pavan tratou de separar a relação administrativa com o governo Jorginho Mello da política partidária. Um dia após receber o governador Jorginho Mello (PL) na cidade para oficializar a estadualização do Hospital Ruth Cardoso, ato que classificou como “diplomático”, ela reforçou sua fidelidade à legenda no evento desta quarta-feira.


"Eu sou PSD, o partido abriu as portas para mim", declarou.


Já seu pai, Leonel Pavan, prefeito eleito de Camboriú, ponderou o que ainda é “cedo” para o processo eleitoral de 2026, mas afirmou que a motivação de Rodrigues é essencial para mobilizar a base e garantir a disciplina partidária:


"Se o partido quer João, nós queremos o João", disse o ex-governador.


Fonte: upiara,net

Foto: blogdoprisco,com.br


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