Segundo maior felino das Américas é visto ‘passeando’ no centro de cidade do Alto Vale
Moradora gravou onça-parda circulando pelo Centro de Taió na madrugada de sábado (29)
Uma onça-parda, considerada o segundo maior felino das Américas, foi flagrada circulando pela rodovia Luiz Bertoli e Sênior, no Centro de Taió, Vale do Itajaí, por volta das 3h de sábado (29).
A storymaker Brenda Bertotti e o namorado, Matteo, estavam a caminho de casa quando avistaram o animal e conseguiram registrar o “passeio” da onça.
“Meu namorado viu a onça correndo ao lado do carro e me avisou. Como eu já estava com o celular na mão foi rápido para abrir a câmera e filmar o momento. Eu estava só com 1% de bateria”, detalha Brenda.
Segundo a moradora de Taió, o animal saiu correndo da rodovia em direção a um rio próximo.
“Nós temos grandes afinidades por animais e entendemos a vida selvagem, então na realidade ficamos mais encantados do que assustados em ter avistado a onça”, afirma a moradora.
“Por ter sido de madrugada acreditamos que o silencio e a falta da movimentação humana fez com que ele aparecesse no centro da cidade, mas como ele corria em direção ao rio acredito que estivesse mais assustado com a gente do que nós com ele”, conclui Brenda.
A onça-parda, também conhecida como puma ou leão-baio, é um grande felino de comportamento solitário e habilidades impressionantes. O animal é considerado o maior felino das Américas, ficando apenas atrás da onça-pintada.
Apesar do porte robusto, é mais próxima, do ponto de vista evolutivo, do jaguarundi, um pequeno felino de comprimento variável, entre 1,5 a 2,75 metros, e peso entre 22 e 70 quilos.
A coloração do pelo vai de marrom-acinzentado à marrom-avermelhado, com manchas mais claras na barriga.
Os filhotes nascem com pelagem clara e manchas escuras que desaparecem ao longo do primeiro ano de vida. Embora haja relatos de onças-pardas pretas, não há registros confirmados de melanismo na espécie.
Diferente de felinos como a onça-pintada, a onça-parda não emite rugidos, mas miados, e suas patas traseiras são proporcionalmente maiores, garantindo saltos impressionantes, alta velocidade em curtas distâncias e habilidade para escalar árvores com facilidade.
Presente em todos os biomas brasileiros, a onça-parda é encontrada em florestas, na caatinga, campos e até áreas agrícolas.
Seu território pode ultrapassar 160 km² em regiões fragmentadas, que são aquelas áreas onde o habitat natural foi dividido em porções menores e isoladas, geralmente devido a atividades humanas.
Predominantemente noturna, pode ser avistada ao entardecer ou em outras horas do dia. A gestação dura de 82 a 98 dias, podendo chegar em até seis filhotes por ninhada.
Ágil, adaptável e essencial para o equilíbrio ecológico, a onça-parda é um símbolo da diversidade e resistência da fauna brasileira.
Onça-parda na lista de animais vulneráveis
A espécie é protegida pelo Cenap (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros), com o Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Grandes Felinos, que tem como objetivo reduzir a vulnerabilidade do animal no Brasil.
Em 2012, foi iniciado o plano de Ação Nacional para a Conservação da Onça-Parda. O plano tinha o objetivo de ampliar a proteção dos habitats adequados, o conhecimento aplicado à conservação dos ecossistemas e espécies e de reduzir conflitos com os humanos, especialmente nos biomas Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal e Caatinga.
Ele foi encerrado em 2016, com 31% de suas ações concluídas e outras 20% ainda em execução. Com o término desse plano, a espécie Puma concolor foi integrada ao Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Grandes Felinos (PAN Grandes Felinos), coordenado pelo CENAP, em 2018.
Atualmente, a onça-parda é classificada pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) como uma espécie “Menos preocupante” e pelo ICMBio-MMA como “Vulnerável”.
Veja o vídeo:
Fonte: Nd Mais
Comentários (0)