O que está por trás de sequência de temporais de granizo em Santa Catarina?
O que está por trás de sequência de temporais de granizo em Santa Catarina?
O que está por trás de sequência de temporais de granizo em Santa Catarina?
O granizo voltou a aparecer em várias regiões de Santa Catarina nas últimas semanas, e chamou a atenção da população pela frequência das tempestades.
No último fim de semana, diversas cidades chegaram a decretar situação de emergência por causa dos estragos. Já nesta sexta-feira (28), o fenômeno voltou a castigar áreas como o Alto Vale do Itajaí.
De acordo com meteorologistas, a ocorrência de granizo não está ligado a nenhuma condição exclusiva do Estado. O fenômeno é típico da primavera e ocorre quando calor, umidade e ar frio em altitude se combinam, cenário comum nesta época do ano no Sul do Brasil.
Segundo o meteorologista Piter Scheuer, o Alto Vale, Médio Vale, Litoral Sul, Litoral Norte e a Grande Florianópolis estão sob influência de uma perturbação nos níveis médios da atmosfera. A isso se soma o calor e a alta umidade na superfície, combinação que favorece temporais.
"São os ingredientes fundamentais para que nós tenhamos o desenvolvimento de células que promovem a chuva forte, trovoada, granizo e ventania. Transtornos como granizo, de tamanho pequeno a médio, podem acontecer e já aconteceram”, avalia Scheuer.
O meteorologista Leandro Puchalski complementa de que não há uma condição específica nas regiões afetadas pelas tempestades em Santa Catarina que condicione a formação de temporais de granizo.
“O Rio Grande do Sul já teve, o Paraná já teve, assim como outras regiões de Santa Catarina”, pontua.
Durante a primavera, a formação de granizo se torna mais frequente devido ao contraste térmico típico do período. A superfície passa a aquecer rapidamente, enquanto as camadas mais altas da atmosfera seguem frias por causa da influência do inverno.
Esse cenário favorece a instabilidade. Em dias de maior aquecimento, o ar quente sobe e encontra o ar frio em altitude. É nesse encontro que parte da umidade presente nas nuvens congela, formando pequenas pedras de gelo. Quando essas partículas ganham peso, acabam sendo precipitadas, o que resulta nos episódios de granizo.
Puchalski acrescenta que áreas com relevo mais elevado facilitam a subida do ar quente, o que pode deixar as nuvens mais carregadas. Ele destaca, porém, que isso apenas aumenta a chance de tempestades mais fortes, mas não determina onde o granizo vai cair.
Fonte: Portal ND
Foto: Divulgação/ND Mais
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