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Foragido da Interpol por crimes sexuais contra crianças é extraditado de Portugal para SC

Acusado por armazenamento e produção de conteúdo sexual infantil estava na lista vermelha da Interpol e foi extraditado para Florianópolis

Foragido da Interpol por crimes sexuais contra crianças é extraditado de Portugal para SC
Foragido da Interpol por crimes sexuais contra crianças é extraditado de Portugal para SC (Foto: Reprodução)

Um homem acusado de praticar crimes sexuais contra crianças e adolescentes em Florianópolis há cerca de seis anos foi preso em agosto em Coimbra, Portugal. Agora, nesta segunda-feira (6), ele foi extraditado do país e encaminhado para o Brasil. Ele estava na lista vermelha da Interpol, utilizada para identificar fugitivos procurados por crimes graves. A informação foi divulgada pela Polícia Federal nesta terça-feira (7).

Os crimes aconteceram em 2019, na Capital catarinense. Em Portugal, os policiais encontraram, durante o cumprimento de mandado de busca na casa do homem, arquivos contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil. Ao mesmo tempo, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão em Palhoça, na Grande Florianópolis, para reunir mais provas.

O homem foi extraditado para o Brasil após conversas entre Brasil e Portugal, já com mandado de prisão expedido pela Polícia Federal. Ele foi escoltado por policiais federais desde Lisboa, capital de Portugal, até o Aeroporto Internacional de Florianópolis. De lá, o homem foi encaminhado ao sistema penitenciário catarinense.


Investigação


De acordo com a investigação, que teve início em junho de 2025, o homem utilizava plataformas digitais no exterior para o armazenamento de material de abuso sexual infantil. Segundo relatórios enviados por entidades como o National Center for Missing & Exploited Children (NCMEC) e a Homeland Security Investigations (HSI), dos Estados Unidos, cerca de 1.886 arquivos foram encontrados.

Desses arquivos, 471 tinha indícios de produção própria, com registros em vídeo feitos pelo próprio autor. O homem deixou o Brasil em novembro de 2022 para ir até a Europa, onde teria continuado acessando e armazenando esse tipo de conteúdo, segundo a investigação.


Informações: Alexia Elias | NSC Total

Imagem: Polícia Federal, Divulgação

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